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‘Sinal misterioso’ detetado por russos alimenta especulações sobre vida extraterrestre

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‘Sinal misterioso’ detetado por russos alimenta especulações sobre vida extraterrestre

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Um misterioso sinal de rádio detetado em 2015 por um radiotelescópio russo está a deixar a comunidade científica intrigada: a equipa que rastreia o universo à procura de sinais de inteligência extraterrestre captou o dito sinal, totalmente distinto, algo que nunca antes tinha sido detetado.

O sinal foi detectado em 15 de maio de 2015 pelo radiotelescópio RATAN-600, na República da Carachai-Circássia, uma divisão federal da Rússia, perto da fronteira com a Geórgia.

Há um ano que dura a análise deste fenómeno, que não voltou a repetir-se, e ainda não há conclusões, todas as hipóteses continuam em cima da mesa.

Nesta altura não são só os russos que estão à procura de explicações. No instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), nos Estados Unidos procuram-se as explicações mais razoáveis. Seth Shostak, astrónomo do instituto lembra que “detetar estes sinais é frequente mas este foi captado pelos especialistas russos, que são muito competentes. Encontraram-no na direção de um sistema de estrelas muito interessante porque sabemos que lá existe um planeta. Por isso é claro que vamos tentar seguir todas as pistas deste sinal”.

“Não encontrámos nada na gama de frequências de radio. Por isso, se foi um Extraterrestre, simplesmente desapareceu. Estará de férias? Ou o mais provável é que tenha sido uma interferência, provocada por uma aeronave com um radar que passou no campo da antena quando estavam a observar essa parte do céu”, explica Seth Shostak.

A confirmar-se esta segunda hipótese, a desilusão junto dos que há muitos anos esperam por um sinal de vida vindo dos céus será enorme. Mas para já…o mistério continua.

Recorde-se que na semana passada, a revista científica “Nature” anunciou que um planeta semelhante à Terra foi descoberto . A descoberta é o resultado de um estudo coordenado pela Universidade Queen Mary de Londres nos últimos três anos, com base em dados obtidos através de telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile.

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