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Prémio Nobel pressiona acordo de paz na Colômbia com as FARC


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Prémio Nobel pressiona acordo de paz na Colômbia com as FARC

Os colombianos estão divididos perante o acordo de paz assinado em Havana, Cuba, a 26 de setembro entre o governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

O Prémio Nobel da Paz entregue esta sexta-feira ao Presidente colombiano, mas não às FARC, vem no entanto colocar pressão sobre um processo de paz bloqueado por um referendo em que pouco mais de metade dos votos (50,23 por cento) disse “não” ao acordo com os rebeldes revolucionários.

Em diversas cidades colombianas, decorreram várias manifestações de apoio à ratificação imediata do acordo. Um manifestante em Bogotá salientou à euronews que “este Nobel não significa a paz”.

“Apesar de tudo, ainda não conseguimos desbloquear o processo e exigimos um acordo, já. Isso, em primeiro lugar. Em segundo: é preciso despersonalizar o prémio. Este Nobel é pelas vítimas e para as vítimas”, afirmou o mesmo manifestante.

Um outro, professor e identificado como Carlos Fernandez vê este Nobel “como uma ajuda da comunidade internacional à Colômbia”. “Representa o profundo desejo da Colômbia encontrar uma solução imediata para este conflito que nos custou tantas vítimas. É um ‘sim’ a este país”, sublinhou.

Após o anúncio do Nobel da Paz, em Oslo, Juan Manuel Santos foi felicitado publicamente pelas FARC, mas também pelo ex-presidente Álvaro Uribe, o líder da oposição ao acordo com os rebeldes.

Uribe espera que esta distinção internacional do atual chefe de Estado colombiano conduza a uma renegociação e à alteração do presente acordo, que considera “danoso” para a democracia no país.

A correspondente da euronews em Bogotá, Natalia Orozco, conta-nos que “o anúncio do Prémio Nobel da Paz para Juan Manuel Santos encheu a Colômbia de esperança”. “Em especial, os que insistem que os acordos devem ser ratificados o quanto antes. De Havana, saiu um comunicado (vídeo em baixo)a anunciar que vão continuar a ouvir os que votaram ‘não’, os opositores do acordo. No entanto, qualquer modificação deve ser concertada entre o governo colombiano e a delegação de paz das FARC”, conclui Natalia Orozco.

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