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Poderá Guterres reformar as Nações Unidas?

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De  Antonio Oliveira E Silva  com Sophie Desjardin, João Peseiro Monteiro e Reuters
Poderá Guterres reformar as Nações Unidas?

<p><strong>Com Sophie Desjardin, João Peseiro Monteiro e Reuters</strong></p> <p>A <a href="http://www.un.org/fr/index.html">Organização das Nações Unidas</a> cumpre este ano 71 anos de existência. </p> <p>Uma existência <strong>carregada de críticias</strong> por parte da <strong>Comunidade Internacional</strong>, a mesma Comunidade Internacional <strong>responsável pela sua eficácia</strong> e pelo resultado das suas ações.</p> <p>Os mais críticos dizem que a velha máquina onusiana precisa de uma <strong>reforma urgente</strong> e <strong>muito profunda</strong>, de forma a ser <strong>mais democrática</strong> e <strong>mais representativa</strong> dos países do mundo.</p> <p>Ora, a <span class="caps">ONU</span> acaba de <a href="http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2016/10/guterres-e-escolhido-por-aclamacao-como-o-novo-secretario-geral-da-onu/#.V__EQzHw9Xk">eleger um novo Secretário-geral, o português António Guterres</a>, que conta com <strong>10 anos de experiência</strong> no terreno, enquanto Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.</p> <p>Guterres deverá <a href="http://pt.euronews.com/2016/10/13/guterres-aclamado-secretario-geral-pelos-193-membros-da-onu">assumir o cargo de Secretário-geral em janeiro próximo</a>, na sede das Nações Unidas, na cidade de Nova Iorque. No entanto, muitos se perguntam <strong>se é ele a pessoa indicada</strong> para a dura e incumprida tarefa de reformar a <span class="caps">ONU</span>. <br /> <blockquote class="twitter-video" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">Delegates applaud as history was made this morning. <a href="https://twitter.com/hashtag/UNGA?src=hash">#UNGA</a> has officially selected António Guterres as 9th Secretary-General of the UN! <a href="https://t.co/0syDMw9dGW">pic.twitter.com/0syDMw9dGW</a></p>— United Nations (@UN) <a href="https://twitter.com/UN/status/786575626002018304">13 de outubro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> Espera-se de Guterres um papel <strong>mais ativo</strong> a respeito dos <strong>grandes conflitos</strong> internacionais. Uma figura mais próxima de <a href="http://www.biography.com/people/kofi-annan-9185694">Koffi Annan</a>, que ocupou o cargo entre 1997 e 2007 do que do atual Secretário-geral, o sul-coreano <a href="https://www.un.org/sg/en/biography.shtml">Ban Ki-Moon</a>, tido como demasiado ineficaz e pouco determinado. Ban Ki-Moon foi alvo de duras críticas, por exemplo, a respeito da forma como acompanhou o conflito na Síria.</p> <p>Os <strong>bloqueios</strong> entre os membros permanentes do chamado <strong>Conselho de Segurança</strong> e os conflitos de interesses na busca pela paz e o cessar de hostilidades não são novidade na História dos 70 anos da <span class="caps">ONU</span>. A atividade onusiana e o seu real impacto nos problemas do mundo já tinham sido postos à prova durante os conflitos do <strong>Ruanda</strong> e da <strong>Bósnia e Herzegovina</strong>, nos anos 90.</p> <p>Há onze anos, um carismático Kofi Annan deixava o cargo de Secretário-geral e lançava um apelo no sentido de uma democratização do Conselho de Segurança da <span class="caps">ONU</span>:</p> <p>“Peço aos Estados membros que façam do Conselho de Segurança um órgão mais representativo da Comunidade Internacional. Sugiro que o Conselho de Segurança renovado decida, numa clara declaração, os princípios a serem seguidos caso deva ser utilizada a força.”</p> <p>Mas, anos mais tarde, <strong>depois das chamadas primaveras árabes</strong> e durante um sangrento conflito no Médio Oriente, o mesmo Conselho de Segurança, volta a falhar. Perante a <strong>complexidade</strong> do conflito na Síria, perante a oposição de interesses das grandes potências e atores regionais, o Conselho de Segurança desmorona-se e, com ele, <strong>qualquer possibilidade de chegar a uma paz efetiva</strong>. <br /> <blockquote class="twitter-video" data-lang="pt"><p lang="tl" dir="ltr">António <a href="https://twitter.com/hashtag/Guterres?src=hash">#Guterres</a> appointed next <a href="https://twitter.com/UN"><code>UN</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/SecretaryGeneral?src=hash">#SecretaryGeneral</a> by acclamation. <a href="https://t.co/VfrIgSBH8Z">https://t.co/VfrIgSBH8Z</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/UNSG?src=hash">#UNSG</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/UNGA?src=hash">#UNGA</a> <a href="https://t.co/skkQ0w25rA">pic.twitter.com/skkQ0w25rA</a></p>&mdash; UN News Centre (</code>UN_News_Centre) <a href="https://twitter.com/UN_News_Centre/status/786581220050120707">13 de outubro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> Atualmente com <strong>cinco membros permanentes</strong>, o Conselho de Segurança é alvo de muitas propostas de <strong>reforma</strong>. Há quem sugira, por exemplo, <strong>mais membros permanentes</strong>, <strong>incluidos Estados Africanos</strong>, assim como uma reformulação do poder de veto. </p> <p>O <strong>veto</strong> constitui, atualmente, o principal entrave à ação do Conselho, já que qualquer um dos cinco membros pode por um travão às iniciativas de terceiros.</p>