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#LigaPortuguesa, J09: Benfica ganha folga, Braga ultrapassa Sporting


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#LigaPortuguesa, J09: Benfica ganha folga, Braga ultrapassa Sporting

Sporting e FC Porto empatam a zero, respetivamente, na Choupana e em Setúbal; “águias” vencem (3-0) em casa Paços de Ferreira e ganham vantagem; Braga ganha ao Belenenses, ultrapassa “leões” e iguala “dragões”. Para a semana, há um FC Porto-Benfica.

  • Gonçalo Guedes estreou-se a marcar no campeonato;
  • William falhou o 3.° penálti das cinco tentativas em jogos oficiais;
  • FC Porto rematou mais de 20 vezes, mas apenas 3 enquadrados;
  • Sp. Braga ultrapassa Sporting e iguala FC Porto.


O Benfica venceu sem grandes problemas o Paços de Ferreira, no Estádio da Luz, no jogo de abertura da jornada 9. Os castores entraram bem na partida, mas depressa foram controlados pelos tricampeões.


Com o grego Kostas Mitroglou sozinho na frente, o motivado Gonçalo Guedes a impor velocidade ao ataque e Pizzi na ligação ofensiva do meio-campo, as “águias” abriram o marcador, aos 26 minutos. “Míssil” de Guedes, a passe do argentino Cervi, com o guarda-redes Defendi a ficar mal na fotografia

O Paços não reagiu, manteve-se encolhido e o Benfica dominou por completo. Rui Vitória tem conseguido combinar a experiência de alguns jogadores do plantel com a juventude dos “miúdos” da casa e a equipa corresponde em campo.


Sem surpresa, na segunda parte, a culminar um excelente lance coletivo, Salvio fez o 2-0. Só aí os visitantes pareceram acordar e voltaram a tentar aproximar-se da baliza de Ederson. Mas era tarde.


Os anfitriões controlaram o resto do jogo e ainda chegaram ao 3-0. Iniciativa de Pizzi à entrada da área, com a defesa muito macia a permitir um remate a que nem o guarda-redes se fez com grande determinação.


O resultado viria a permitir ao Benfica, duas horas depois, dilatar para sete pontos a vantagem sobre o Sporting, e 24 horas depois, para cinco sobre o FC Porto, o último clube a vencer as “águias” em jogos do campeonato e, curiosamente, o próximo adversário da equipa de Rui Vitória. É caso para dizer que as “águias” se deleitaram com o festim e ainda pediram digestivo.


Jorge Jesus continua à deriva


O Sporting deslocou-se à Choupana, voltou a desiludir e a contestação à equipa e ao treinador sobe de tom. Jorge Jesus continua sem mostrar capacidade de dar fio de jogo à equipa e, frente ao Nacional, insistiu em Lazar Markovic nas costas de Bas Dost e mais uma vez a aposta no sérvio saiu furada.


Desta vez, Bruno César foi chamado a fazer “de Adrien”, mas diante de um adversário contido, o brasileiro confirmou de novo a falta de criatividade para desbloquear a transição ofensiva e a equipa ressentiu-se. A tarefa do trinco dos insulares, o egípcio Aly Gazhal, saiu facilitada.

Ainda assim, tudo poderia ter sido diferente se William tivesse marcado a grande penalidade de que o Sporting dispôs logo aos 8 minutos. Mas até aqui, a escolha de Jorge Jesus é controversa. Porque não Bas Dost, Bryan Ruiz ou Bruno César para marcar o penálti? William atirou fraco e denunciado para defesa de Rui Silva.

Aos 21 minutos, o guarda-redes do Nacional voltou a brilhar após remate cruzado de Gelson, o mais irreverente e determinado, mas nem por isso esclarecido, da equipa “leonina”. Com um jogo sempre demasiado enrolado, o Sporting dominou, mas de novo sem engenho.


Os anfitriões ganharam confiança e fecharam a primeira parte com Salvador Agra a rematar forte, ao lado da baliza de Rui Patrício. Jorge Jesus trocou Markovic por Alan Ruiz; Manuel Machado fez entrar Ricardo Gomes e o avançado quase marcou de imediato — Patrício defendeu para a barra.

Após substituir Bryan Ruiz, Joel Campbell lançou Bruno César a 15 minutos do final e o brasileiro foi derrubado na área por Agra, mas o árbitro nada assinalou. Os “leões” aumentaram a pressão, mas sempre desorganizados.

O Nacional resistiu, sem descurar o ataque, e podia ter castigado a desorganização “leonina” sobre os “90”. O empate é um mal menor para o Sporting e os lamentos finais de Jorge Jesus para as perdas de Slimani e João Mário no verão só acentuam as más decisões do treinador.

O treinador do Sporting continua a mostrar-se incapaz de tirar rendimento dos reforços que insistiu em contratar e da Academia, onde sobretudo Leonardo Ruiz e Matheus Pereira “reclamam” oportunidades. A contestação dos adeptos agrava-se.


O Sporting leva três jornadas a empatar e nos últimos cinco jogos soma ainda uma derrota, o que fez os “leões” distanciarem-se do primeiro lugar e cair para o quarto lugar. O Nacional também não ganha há três jornadas e continua próximo da linha de água.

FC Porto esbarra em Varela

Uma semana depois da “lição”, em conferência de imprensa, do que é “jogar à Porto”, Nuno Espírito Santo (NES) apresentou em Setúbal “11” com uma alteração face à equipa que havia derrotado o Arouca: Otávio rendeu Corona.

José Couceiro montou uma estratégia de contenção no “miolo”, sacrificou as aspirações ofensivas e os “dragões” sentiram dificuldade para furar a teia sadina. Ainda assim, aos 25 minutos, valeu Varela, na cara de Óliver Torres, a defender o remate do espanhol.


O FC Porto tomou conta do jogo. O Vitória resistiu, mas sem conseguir organizar uma só jogada de ataque. Nem sequer um contra-ataque.

Na segunda parte, os anfitriões surgiram um pouco melhor, mas demoraram a descobrir o caminho da balsa portista. Aos 55 minutos, valeu Varela estar no caminho do cabeceamento à queima de Diogo Jota.


Corona refrescou o flanco direito dos “dragões”. Arnold Issoko também, nos sadinos. O Vitória começou a aproximar-se de Casillas.

Brahimi e Rúben Neves foram chamados ao jogo por NES. Couceiro respondeu com Vasco Costa e, pouco depois, Fábio Cardoso marcou mesmo de cabeça, mas estava em fora de jogo. Bem assinalado pelo árbitro.

Ryan Gauld entrou para os derradeiros minutos, refrescando o meio-campo da casa e quase nem tocou na bola. O FC Porto pressionou em busca do golo, mas sem eficácia.



Os “dragões” acabaram por conceder o segundo empate na Liga e, tal como o Sporting, perderam terreno para o líder. Na próxima jornada, o FC Porto recebe o Benfica com 5 pontos de atraso.

O Setúbal empatou pelo segundo jogo consecutivo no campeonato. Nas últimas seis jornadas, os sadinos somaram apenas 3 pontos, mas já “roubaram” pontos aos dois primeiros e seguem em nono.

Moreirense vence em Tondela

Num duelo de aflitos, o Moreirense deslocou-se 170 quilómetros a sul para jogar em Tondela. Com um ataque organizado por Daniel Pondence e Francisco Geraldes, dois jogadores emprestados pelo Sporting, os “cónegos” confirmaram o triunfo à beira do cair do pano.

Pondence abriu o marcador, aos seis minutos — primeiro golo na Liga. O Tondela empatou, aos 18, por Wagner. Sobre os “90”, Boateng confirmou o triunfo do Moreirense e empurrou os anfitriões para o último lugar.

O Estoril deslocou-se ao Bessa, mas não conseguiu mais do que um empate a zero e foi ultrapassado pelo Moreirense. O Boavista mantém-se no meio da tabela.

“Guerreiros” do Minho igualam “dragões”

Ricardo Horta foi o herói do Braga, este domingo à noite, em Braga. O extremo dos “guerreiros” abriu o marcador aos cinco minutos, na receção ao Belenenses, e bisou, numa recarga, aos 84.


Os azuis do Restelo desperdiçaram uma grande penalidade por Abel Camará, ainda na primeira parte, e o melhor que conseguiram foi reduzir, aos 88 minutos.

O Belenenses mantém-se no 13.° lugar. O Sporting de Braga subiu ao terceiro posto, ultrapassando o Sporting e igualando o FC Porto, com 20 pontos, mas menor média de golos.


Um pouco antes, o Guimarães foi a Vila do Conde derrotar o Rio Ave, por 0-3. O maligno Moussa Marega assinou um “hat trick”.


O avançado emprestado pelo FC Porto aos vimaranenses isolou-se no topo da lista dos melhores marcadores, com 10 golos.

A meio da tarde, o Arouca recebeu o Marítimo e venceu com um golo de Walter Gonzalez à entrada dos últimos 10 minutos. A equipa de Lito Vidigal passou a “lanterna vermelha” ao Tondela.

A jornada 9 encerrou segunda-feira à noite com o empate a um golo entre o Desportivo de Chaves e o Feirense. Os visitantes adiantaram-se no fecho da primeira parte pelo ponta de lança grego Anastasios Karamanos, num belo golpe de cabeça.

Num lance similar, na mesma baliza, mas com cruzamento sair da esquerda, o argentino Rodrigo Battaglia empatou, aos 71 minutos, numa altura em que o jogo parecia de sentido único e o guarda-redes brasileiro do Feirense, Sana Alves, estava a destacar-se na partida.

Os flavienses mantém-se no sexto lugar e o Feirense subiu ao 11.° lugar.


Figura da jornada: Rui Silva, 22 anos, Nacional

Internacional sub-21, com dois jogos efetuados em 2014, este jovem guarda-redes do Nacional é o mais batido do atual campeonato, a par de Peçanha (36 anos, Feirense), com 13 golos. Depois de já ter sofrido quatro golos do FC Porto, diante do Sporting destacou-se como o melhor em campo. Aos oito minutos defendeu um penálti de William Carvalho e, pouco depois, esticou-se para desviar um remate com selo de golo de Gelson. Revelou-se sempre tranquilo e, assim, somou o terceiro jogo na Liga sem sofrer golos.


Rui Silva iniciou-se nos pontapés na bola pelo futsal, na equipa do Brás Oleiro, em 2003; com nove anos. Três anos depois mudou-se para o futebol “de 11” e ingressou nos iniciados do Maia. Em 2012, mudou-se para os juniores do Nacional da Madeira. Em 2014, concretizou duas internacionalizações pela seleção de sub-21, já comandada por Rui Jorge, alinhando contra a Inglaterra e entrando contra a Eslováquia, numa seleção em que também alinhou o atual companheiro de clube Tobias Figueiredo, central emprestado pelo Sporting. Tem contrato até junho de 2019 com o Nacional.

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