Última hora

Em leitura:

EUA: Comunidade internacional contesta medidas "anti-refugiados" de Trump


mundo

EUA: Comunidade internacional contesta medidas "anti-refugiados" de Trump

Donald Trump assina a suspensão do programa de acolhimento de refugiados e suspende a emissão de vistos para cidadãos de sete países muçulmanos e o mundo reage. O presidente norte-americano garante que o objetivo é controlar a entrada de “terroristas”. Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria ou Iémen são os países afetados e as medidas entraram em vigor de imediato.

Já este sábado, dois iraquianos foram detidos no aeroporto JFK. os advogados que representam os dois indivíduos contestaram a detenção, exigindo a libertação e vão avançar com uma ação coletiva.
Entretanto, no Cairo, outros cinco passageiros iraquianos e um iemenita foram travados quando tentavam embarcar num voo das linhas aéreas egípcias com destino aos Estados Unidos.
Mas já há especialistas a garantir que estas medidas de controlo de entradas e suspensão dos programas de acolhimento são ilegais, sobretudo porque estão a ser impedidos de regressar ao país cidadãos que têm o chamado “green card”, o visto de trabalho e residência nos Estados Unidos.

A Amnistia Internacional também contesta estas alterações na lei norte-americana. Audrey Gaughran, responsável da organização, lembra que “numa altura em que existe uma crise global de refugiados, o presidente Trump decide barrar a entrada a todos os refugiados sírios e suspendeu a reinstalação de refugiados nos Estados Unidos. Esta ordem executiva contraria tudo, é profundamente chocante e deve ser revertida imediatamente “.

O porta-voz da Organização Internacional para as Migrações, Leonard Doyle, acredita que este caso pode servir para abrir os olhos do resto do mundo: “é evidente que vai afetar a reinstalação das pessoas que já estão assinaladas como em perigo. Mas esta é também uma oportunidade para que, agora, os outros países façam alguma coisa. Assim sendo, antes de criticar os Estados Unidos, os outros países deve fazer alguma coisa e devem ser tão generosos como os Estados Unidos foram durante décadas”.