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Decreto de Trump deixa famílias "cortadas" entre os EUA e o Irão

Nas ruas de Teerão, a maioria das reações à interdição de viajar aos Estados Unidos, decretada por Trump, coincide com a posição do governo e de um grande número de personalidades iranianas: trata-se

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Decreto de Trump deixa famílias "cortadas" entre os EUA e o Irão

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Nas ruas de Teerão, a maioria das reações à interdição de viajar aos Estados Unidos, decretada por Trump, coincide com a posição do governo e de um grande número de personalidades iranianas: trata-se de uma ofensa aos muçulmanos de todo o mundo.

Segundo números oficiais, 400.000 iranianos vivem nos Estados Unidos e muitos temem agora ver-se cortados da família no país de origem.

Em Teerão, um homem diz que “antes, os pais podiam viajar facilmente ao Irão para visitá-lo”, sem receio de não poderem voltar para os Estados Unidos. “Mas agora”, acrescenta, “este desastre vai afastá-los e não têm nenhuma ideia acerca do que virá ou de quando poderão voltar a encontrar-se”.

O presidente Hassan Rohani teme que o decreto de Trump prejudique relações comerciais recentemente instauradas com o Ocidente. Mas o chefe da Câmara do Comércio Irão-França, Mahdi Mir Emadi, considera que “depois de 17 anos sem relações [com os Estados Unidos devido às sanções], a introdução de uma proibição de entrada de iranianos não significa nada em termos económicos e comerciais”.

Na capital iraniana, o correspondente da euronews, Javad Montazeri, afirma que “se havia esperança que as relações frias entre o Irão e os Estados Unidos pudessem recuperar-se depois do acordo sobre o nuclear, as ações recentes de Trump tornaram-no difícil e colocaram o presidente Rohani numa situação complicada, para lidar com as críticas internas. A grande questão que paira agora no ar é: quem beneficia da situação atual, iranianos e norte-americanos, ou os extremistas em ambos os países?”