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A reforma da saúde de Donald Trump divide os republicanos


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A reforma da saúde de Donald Trump divide os republicanos

As despesas com os cuidados de saúde nos Estados Unidos ascendem a 3,5 trilhões de dólares por ano e só menos de metado são financiados pelo estado. Uma grande diferença em relação aos países da OCDE onde, em média, 72% das despesas da saúde são financiadas pela estado.

Atualmente 28 milhões de americanos não ussufruem de nenhuma cobertura de saúde. Desde 2010, altura em que o chamado Obama Care foi aplicado, mais 20 milhões de americanos tiveram acesso à cobertura da saúde.

Os mais pobres e as famílias da classe média não querem perder esse sistema. A lei estabeleceu uma série de normas mínimas, como a cobertura gratuita de cuidados preventivos e obrigou a maioria dos empregadores a oferecer seguros de saúde aos trabalhadores. Para lém disso expandiu o programa Medicaid para incluir pessoas com rendimentos mais altos e introduziu subsídios para incentivar as pessoas a fazerem seguros de saúde.

O primeiro decreto executivo de Donald Trump, quando tomou posse no dia 20 de janeiro, foi a certidão de óbito do Obamacare. Mas Trump está com dificuldades em convencer os republicanos mais moderados que não estão dispostos a aceitar um aumento do custo da cobertura de saúde e a perda dessa cobertura para milhões de pessoas.

O chamado Trumpcare prevê que já no próximo ano 14 milhões de pessoas percam o acesso à saúde e que esse número aumente para 24 milhões, até 2026.

O plano de Trump quer acabar, por exemplo, com as taxas introduzidas pelo Obamacare e com as multas por fuga aos seguros de saúde, reduzir o financiamento do programa Medicaid para os mais pobres e alterar os subsídios de ajuda à aquisição de um seguro de saúde.

Os republicanos ultraconservadores consideram o projeto demasiado moderado e exigem o fim do apoio aos serviços de emergência, maternidade e saúde mental, para que os prémios de seguro sejam mais baratos.

As negociações prosseguem dia e noite. Enquanto isso, Trump percebe que agradar a gregos e troianos é um exercício bem mais fácil em campanha eleitoral.

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