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Sem mãos nem espaço para ajudar mais de 1500 migrantes em apuros


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Sem mãos nem espaço para ajudar mais de 1500 migrantes em apuros

Pelo menos sete cadáveres foram recolhidos das águas do Mediterrâneo, este domingo de Páscoa, durante uma operação de salvamento ao largo da Líbia envolvendo três organizações não-governamentais. Entre os mortos, figurou uma mulher grávida, que a “sea-eye.org” revela ter tentado sem sucesso reanimar.

Ao início da noite, a “sea-eye.org” emitiu um alerta pela rede social Facebook informando ter recolhido mais 120 pessoas de um barco de borracha a afundar-se e garantia ter a respetiva embarcação já sobrelotada com mais de 200 pessoas a bordo.

Também o “Iuventa”, o barco da ONG de jovens europeus “Jugend Rettet Iuventa”, estava sobrelotado e, tal como o “sea eye”, revelava dificuldades em navegar. Um barco norueguês afeto à missão oficial europeia Frontex rumou à zona para ajudar às operações de busca e salvamento de migrantes em apuros.

Com a aparente acalmia das águas do mar, os facilitadores das travessias ilegais e os piratas estão a precipitar cada vez mais barcos sobrelotados de migrantes para o Mediterrâneo. Um negócio clandestino que volta a ganhar força com a melhoria do clima.

Entre as primeiras horas de sábado e a tarde de domingo, a ONG MOAS revelou terem sido socorridos mais de 1500 migrantes que viajavam rumo à Europa em nove barcos: sete de borracha e dois de madeira.

A organização adiantou ter recolhido mais de 450 pessoas e, com o respetivo barco na máxima capacidade, manteve-se no local a supervisionar os mais de mil migrantes, incluindo muitas crianças, que se mantinham em dificuldade nas frágeis embarcações em que viajavam.