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Emmanuel Macron, a ascensão do candidato antissistema


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Emmanuel Macron, a ascensão do candidato antissistema

Das sombras, para o centro das atenções, por direito próprio…

Há apenas três anos, Emmanuel Macron era quase um desconhecido em França.

Há quem justifique a sua rápida ascensão com a urgência do povo francês de ver uma cara nova no panorama político nacional. Outros acreditam que o êxito de Macron se justifica com os fracassos dos principais partidos.

A jornalista Anne Fulda (“Emmanuel Macron un jeune homme si parfait”) que escreveu um livro sobre a ascensão de Macron, afirma que tem sido um volta-face da sorte.

“O impressionante é que, aparentemente, com muito pouco a seu favor, ele lança-se na aventura. Algumas pessoas encontram paralelismos entre o que ele fez e o que um jovem Napoleão Bonaparte fez, agitando a sua espada. Exatamente assim”, conta.

Em 2012, Emmanuel Macron abandonou o prestigiado banco de investimentos Rothschild para ingressar na equipa de François Hollande no Eliseu, assumindo a pasta da Economia.

Em apenas um ano, Macron assumiu riscos ao defender um projeto de reforma do mercado de trabalho, que se tornaria num pilar do seu “modelo social” – propostas populares que ganharam o apoio da população e de dissidentes dos vários partidos.

O antigo ministro da Economia diz que seu movimento “En March” ou “Em marcha” visa acabar com a tradicional divisão esquerda-direita na política francesa.

Se através da política Macron parece ter conquistado o apoio dos franceses, o mesmo acontece na vida pessoal.

Ao lado da mulher, Brigitte Trogneux, os dois protagonizam uma história de amor digna de um filme.

Com 25 anos de diferença, os dois conheceram-se quando Macron tinha 16 anos e Brigitte 41. Os pais do candidato opuseram-se à relação, Macron mudou de cidade mas prometeu voltar a Paris para casar com Brigitte, o que aconteceu em 2007.

“Pensei que era uma história maravilhosa, além disso, os filhos de Brigitte aceitaram-no muito bem. É a sua história pessoal e eu não tenho que interferir nisso, mas é muito bonita. É uma prova de comprometimento, semelhante àquele que ele assume com França”, afirma um amigo do casal, Gregoire Campion.

Emmanuel Macron assume para si o velho tríptico da Revolução Francesa, que transcende as fronteiras partidárias: “Liberdade, igualdade, fraternidade.”

O candidato presidencial mostra uma grande abertura ao mundo, defende reformas económicas, a solidariedade e a Europa.