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Cuba: quando o luxo tem de ficar na montra


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Cuba: quando o luxo tem de ficar na montra

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O desejo do fim do embargo dos Estados Unidos, a morte de Fidel Castro. A mudança em Cuba acontece e é brilhante, de luxo e com etiquetas de preços que facilmente chegam aos 4 dígitos, em dólares.

O primeiro centro comercial de luxo ofusca o coração da histórica Havana e se aos turistas as lojas e os produtos parecem comuns, para quem vive a apenas alguns quarteirões em bairros decaídos, os preços são inacessíveis, a curto, médio e longo prazo. Um salário cubano numa destas lojas pode cifrar-se em menos de 15 dólares por mês.

Claudia Veker é funcionária pública em La Habana. A novidade atraíu-a: “São produtos de luxo e os preços são elevados, mas é agradável.”

“Não, não comprei nada. Os preços são demasiado altos, mas mesmo assim, vale a pena, é bem-vindo”, diz Helena Rodriguez, empregada por conta própria também na capital de Cuba.

A longa estagnação económica e a inflação reflectiram-se nos muito baixos salários estatais e os cubanos ressentem-se, em primeira instância, de falta de comida. Só depois aspirações como recuperar as casas decaídas ou até mesmo um mimo muito pontual como um pequeno frasco de perfume vêm à mente como sonhos.

Os cubanos mais velhos espantam-se com artigos de preço superior ao que ganharam durante toda uma vida de trabalho, os mais novos tiram selfies junto a artigos de luxo.

A revolução cubana é outra em pleno século XXI: a dos novos mercados.

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