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Professores há mais de 65 dias em greve de fome


Turquia

Professores há mais de 65 dias em greve de fome

“A vitória pertence aos que resistem” – a palavra de ordem de dois professores turcos em greve de fome há 65 dias e sem assistência médica. Já em risco de sofrerem problemas de saúde irreversíveis, Semih Ozakca, professor do ensino primário, e Nuriye Gulmen, professora de literatura, compareceram em Ancara num protesto contra os despedimentos em massa no país.

“Ninguém pode ser despedido desta forma. Queremos demonstrar isso. A nossa principal exigência é que esses decretos sejam anulados. Não queremos mais um único despedimento por decreto”, explica Nuriye Gulmen, professora de literatura.


“Isto não é uma questão de emprego, vai muito para além disso. Ser despedido por decreto é desonroso. Eles despedem-nos a dizer: ‘você é assim e assim. Isso não é aceitável”, diz Semih Ozakça, professor do ensino primário.


Semih, perdeu 8 quilos e Nuriye, 17, desde que começaram a greve de fome. Ambos foram detidos e libertados dezenas de vezes.

Representam os mais de 180 mil funcionários públicos despedidos pelo governo numa ampla purga levada a cabo depois do golpe de Estado falhado há quase um ano.


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