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"Inferno" de Pedrógão: Mortos ascendem aos 62 e motivam 3 dias de luto nacional


Portugal

"Inferno" de Pedrógão: Mortos ascendem aos 62 e motivam 3 dias de luto nacional

Pelo menos 62 mortos e mais de meia centena de feridos, dos quais seis em estado grave, é o mais recente (domingo à noite) balanço oficial de vítimas do violento incêndio deflagrado sábado à tarde em Pedrógão Grande e ainda ativo no centro de Portugal. A atualização foi feita pela ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, por volta das 23:00, no posto do comando operacional em Pedrógão Grande.

Entre as pessoas atingidas, há quem ainda procure familiares e conhecidos. “Eu estava com um senhor que trabalha na Câmara. Ele ficou dentro de casa. Não sei o que é feito dele agora. Coitado do homem”, contou um homem não identificado à RTP.

Uma mulher, também não identificada, disse que estava “dentro da habitação”. “O fogo chegou lá. Está tudo ardido à volta. A casa da minha irmã está toda ardida. A GNR foi lá buscar-nos porque já nem conseguíamos respirar e a casa deve estar ardida com certeza”, referiu a vítima.


O incêndio, presume-se, terá começado por volta das 13:43 (hora de Lisboa) de sábado, próximo da localidade de Escalos Fundeiros, após o raio de uma apelidade tempestade seca ter atingido uma árvore. A zona afetada pelas chamas está num autêntico caos. As pessoas tentam salvar os pertences do “inferno” em que se tornou o incêndio.

Por volta das 14:00 deste domingo, mais de 800 operacionais apoiados por 226 veículos e seis meios aéreos combatiam as chamas em Pedrógão Grande, um dos cinco grandes incêndios ativos na região centro de Portugal.



Entre os meios aéreos utilizados em Pedrógão Grandes, há dois “Canadair” espanhóis e é possível que o país vizinho envie “mais um ou dois” meios aéreos para ajudar no combate ao fogo, revelou fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil à agência Lusa.

Ao longo da tarde, são ainda esperados na região mais dois “Canadair” e um outro meio aéreo, oriundos de França.


O Governo português decretou, entretanto, três dias de luto nacional a começar já este domingo e o Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, também suspendeu até terça-feira a respetiva agenda.