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Qatar rejeita ultimato dos vizinhos árabes

Doha diz estar disponível para o diálogo, mas entende que ambas as partes devem sair satisfeitas.

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Qatar rejeita ultimato dos vizinhos árabes

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Com Lusa

O Estado do Qatar rejeita cumprir a lista com 13 exigências da parte dos vizinhos árabes do Golfo. Doha entende que referida lista é uma tentativa de violação da soberania do país.

Mohammed bin Abdulrahman, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar disse, este sábado, em Roma, que rejeitava as exigências e o ultimato dos vizinhos árabes, mas falou na possibilidade de um diálogo entre as partes:

“Tudo deve ser feito tendo como base um processo e num quadro de trabalho aceitável. Deve haver acordo entre as partes. Esta lista de exigência foi feita para ser rejeitada e não para ser negociada. O Estado do Qatar rejeita a lista por uma questão de princípio”, disse o MNE do Qatar.




Tensão diplomática no Golfo

A Arábia Saudita, o Bahrein, o Egito e os Emirados Árabes Unidos cortaram relações diplomáticas com o Qatar, acusando Doha de apoiar o jiadistas como os do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh e de se aproximar do Irão xiita, grande rival da Arábia Saudita.

A tensão subiu de tom após o envio a Doha de uma lista com 13 exigências da parte do grupo.

A lista, apresentada ao Qatar pelo Kuwait – que está ajuda a mediar a crise – os países exigiram o encerramento da televisão al-Jazeera, de uma base militar da Turquia e uma redução das ligações diplomáticas com o Irão.

Os quatro países exigiram ainda que Doha corte quaisquer contactos com o partido egípcio Irmandade Muçulmana e com outros grupos islamistas radicais como o xiita Hezbollah, a al-Qaida e o Daesh.

Desde o início desta crise diplomática, a Turquia decidiu aumentar o número de tropas destacadas na sua base militar no Qatar, tendo enviado também ajuda alimentar.

Nações Unidas: encerramento da al-Jazeera seria inaceitável

A ONU considerou “inaceitável” um eventual encerramento da cadeia de televisão al-Jazeera, com sede no Qatar, uma das exigências feitas pela Arábia Saudita e respetivos aliados, que deram um prazo até quatro de julho para o fecho da estação.

“Que se lembrem ou não, o que vocês desejam ou não, que estejam de acordo ou não, com os pontos de vista editoriais, as cadeias da al-Jazeera em árabe e em inglês são legítimas e têm milhões de espetadores”, sublinhou o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Raad al-Hussein.

“A exigência de um encerramento é, do nosso ponto de vista, um ataque inaceitável ao direito e à liberdade de expressão e de opinião”, acrescentou o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos.