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Ações anti-turismo em Espanha

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De  Nelson Pereira
Ações anti-turismo em Espanha

<p>1 milhão e 600 mil habitantes, 32 milhões de turistas, durante o ano passado. Barcelona está saturada de turismo e os barceloneses fartos.</p> <p>Quando um bairro começa a funcionar quase inteiramente em regime de Airbnb, deixa de existir comunidade local, o bairro transforma-se em aldeamento turístico. </p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="es" dir="ltr">Aparecen pintadas en Blanquerna contra los pisos turísticos <a href="https://t.co/VK6GLsFPRd">https://t.co/VK6GLsFPRd</a></p>— Diario de Mallorca (@diariomallorca) <a href="https://twitter.com/diariomallorca/status/893139209917169664">3 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Tal como em Veneza, Santorini e Dubrovnik, nas maiores cidadades turísticas de Espanha, as autoridades estudam também medidas para reduzir o número de cruzeiros e a oferta de alojamentos.</p> <p>Entretanto, há quem comece a opôr resistência ativa. Recentemente, em Barcelona, jovens encapuçados <a href="https://youtu.be/NqIzGkbUloI">pararam um autocarro turístico</a> para escrever nos vidros “O turismo mata os bairros”. Uns dias antes, em Palma de Maiorca, jovens com cartazes acenderam tochas junto aos iates na marina e invadiram um restaurante: </p> <p>“Estávamos a trabalhar no turno da noite, havia já vários clientes sentados a comer, e apareceu um grupo de gente com cartazes. Pensámos que era alguma pequena mmanifestação, com cartazes e aos gritos, até que lançaram fumos de cor, um produto tóxico, e várias jovens do grupo entraram no restaurante de rosto coberto, agredindo os clientes.”, contou Carmen Sanchez Solano gerente de restaurante Mar de Nudos.</p> <p>As ações foram conduzidas por ativistas do movimento Arran. “Queremos denunciar a destruição do território e a exploração da classe trabalhadora pela indústria hoteleira. Nenhuma das nossas ações foi violenta. Foram exibidas bandeiras, lançámos confetes. E planeamos uma série de ações ao longo do verão”, disse Pau Pico, portavoz do Arran en Maiorca. “Não estamos contra os turistas, combatemos sim o excesso de exploração turística.”</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="es" dir="ltr">Arran protesta contra la masificación turística en Palma <a href="https://t.co/5IzDzEcZoM">https://t.co/5IzDzEcZoM</a> <a href="https://t.co/9V3yRhJI6n">pic.twitter.com/9V3yRhJI6n</a></p>— Diario de Mallorca (@diariomallorca) <a href="https://twitter.com/diariomallorca/status/892468004981587968">1 de agosto de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>A Unesco alertou no ano passado que a expansão do número de visitantes do centro histórico de Dubrovnik põe em risco a conservação de monumentos. O mesmo problema foi denunciado em Veneza. Lisboa proibiu a circulação de autocarros turísticos em certas zonas históricas da capital. No início de janeiro, Barcelona aprovou uma nova diretiva que vai limitar o número de camas disponíveis em hotéis e travar a atribução de licenças a apartamentos para turistas.</p>