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Começa julgamento de refugiado alemão acusado da morte de estudante

Tinha sido condenado por tentativa de homicídio na Grécia, em 2013, mas foi posto em liberdade.

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Começa julgamento de refugiado alemão acusado da morte de estudante

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Um refugiado afegão, acusado pelo homicídio de uma estudante alemã, confessou em tribunal ter mentido acerca da sua idade para ser considerado como menor.

O julgamento tem lugar na cidade de Friburgo, estado de Baden-Württemberg (sudoeste).

O caso tem causado um intenso debate na Alemanha sobre o acolhimento dado aos refugiados e sobre o papel no país na crise que tem afetado o Médio Oriente e o continente europeu.




Segundo a agência noticiosa alemã DPA, o jovem tinha sido condenado por tentativa de homicídio na ilha de Corfú, na Grécia, em 2013, tendo, no entando, conseguido levar a cabo o pedido de asilo para a Alemanha.

Segundo as autoridades alemãs, este abandonou território grego, depois de colocado em liberdade condicional, pelo que tinha sido impossível identificá-lo. Atenas nunca emitiu um mandado de busca e captura.

Insistia em ser menor de idade

O primeiro dia serviu para o tribunal identificar o jovem, certificar-se de que era de nacionalidade afegã e que era maior de idade quando fez o pedido de asilo na Alemanha, em novembro de 2015.

Até agora, o jovem afegão tinha assegurado que era menor de idade e que tinha 16 anos quando deu início ao processo. No entanto, a Justiça alemã diz que o jovem terá agora, pelo menos 22 anos.

O corpo da jovem de 19 anos assassinada foi encontrado na margem de um rio em Friburgo, em outubro do ano passado. Segundo a polícia, o acusado deixou-a inconsciente, pelo que esta acabou por afogar-se.

O jovem afegão foi detido cerca de sete semanas depois, graças ao ADN, encontrado no local do crime.

Acusações contra Governo Federal e chanceler Merkel

O caso rapidamente assumiu contornos políticos, tendo a direita nacionalista aproveitado para denunciar o que definiu como a culpabilidade da chanceler alemã, Anela Merkel, por ter aberto a porta a um milhão de refugiados.

Com DPA e AFP