Quatro anos depois do homicídio de Killah P, rapper e ativista

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De  Michail Arampatzoglou
Quatro anos depois do homicídio de Killah P, rapper e ativista

<p>Foi em setembro de 2013 que o <em>rapper</em> e ativista grego Pavlos Fyssas morreu, vítima de esfaqueamento, no bairro de Keratsini, no Porto de Pireu. </p> <p>Quatro anos depois, a família do cantor, organizou uma marcha em memória do artista, conhecido pelo nome artístico <em>Killah P</em>.</p> <p>Giorgos Roupakias, assassino confesso do <em>rapper</em>, é membro do partido de extrema-direita Aurora Dourada. O julgamento encontra-se em curso e não deverá concluir até ao fim do próximo ano.<br /> <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="el" dir="ltr">Διαδήλωσαν τιμώντας τη μνήμη του Π. Φύσσα<a href="https://t.co/kGpbwDMYbe">https://t.co/kGpbwDMYbe</a> <a href="https://t.co/DGCRzLjVJp">pic.twitter.com/DGCRzLjVJp</a></p>— ΕΡΤ Α.Ε. (@ERTsocial) <a href="https://twitter.com/ERTsocial/status/909831082194952192">18 de setembro de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script><br /> Entretanto, Roupakias foi posto em liberdade, ainda que se encontre vigiado pelas autoridades, depois de ter permanecido 18 meses em prisão preventiva.<br /> <br /> O protesto começou junto ao monumento erguido em memória de Pavlos Fyssas, em Keratsini, e terminou no porto de Pireu. <br /> <br /> <strong>Participantes pediram encerramento dos escritórios do Aurora Dourada</strong><br /> <br /> Os participantes pediram o encerramento imediato de todas as delegações do partido Aurora Dourada na Grécia.</p> <p>Segundo o correspondente da Euronews, parte dos manifestantes utilizava máscaras. </p> <p>Durante a marcha, alguns deles lançaram pedras e cocktails molotov. O corpo de intervenção respondeu com gás lacrimogéneo e granadas de atordoamento. Foram detidas pelo menos três pessoas. </p> <p>Alguns dos manifestantes atacaram depois um supermercado. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, duas das quais, um jornalista e um repórter de imagem. </p> <p>O assassinato de Pavlos Fyssas deu origem a uma queixa na Justiça contra o partido Aurora Dourada, num processo que se arrasta nos tribunais gregos há dois anos.</p> <p>Quase 70 membros do partido, incluido o líder, Nikolaos Michaloliakos, foram acusados de atividades relacionadas com o crime organizado. </p> <p>Em causa, a morte de Fyssas, mas também ataques contra membros de organizações próximas do Partido Comunista da Grécia (<span class="caps">KKE</span>, sigla em língua grega), assim como contra migrantes e críticos do partido de extrema-direita. </p> <p><strong>Com António Oliveira e Silva</strong></p>