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Porto e aeroporto reabrem à ajuda humanitária no Iémen

A deliberação acontece duas semanas depois de a coligação ter imposto um bloqueio total ao Iémen, após o disparo, a 4 de novembro, de um míssil pelos rebeldes, intercetado sobre o aeroporto de Riade, na Arábia Saudita.

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Porto e aeroporto reabrem à ajuda humanitária no Iémen

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O porto de Hodeida e o aeroporto de Sanaa, no Iémen, vão ser reabertos, esta quinta-feira, à ajuda humanitária.

A decisão foi anunciada pela coligação dirigida pela Arábia Saudita que combate os rebeldes xiitas naquele país.

A deliberação acontece duas semanas depois de a coligação ter imposto um bloqueio total ao Iémen, após o disparo, a 4 de novembro, de um míssil pelos rebeldes, intercetado sobre o aeroporto de Riade, na Arábia Saudita.

A reabertura do porto e do aeroporto ocorre após os apelos insistentes da Organização das Nações Unidas para que fossem facilitadas as operações humanitárias no país.

“Acabámos de ter um surto de cólera de mais de 900.000 pessoas e, ao mesmo tempo, temos 7 milhões de pessoas sob a ameaça da fome. Essas pessoas vivem numa situação muito precária… Há 21 milhões de pessoas, de 27 milhões, que realmente estão a lutar para manter uma vida normal. Elas contam com a ajuda externa e há 7 milhões que dependem de nós para a alimentação, outros 4 milhões que confiam em nós para terem água”, informa o coordenador dos Assuntos Humanitários da ONU no Iémen, Jamie McGoldrick.


A ONU considera que a situação atual do Iémen representa a pior crise humana no mundo.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de 8700 pessoas morreram e cerca de 51 mil ficaram feridas no conflito no Iémen, desde o início da intervenção militar da coligação árabe, liderada pela Arábia Saudita, em março de 2015.