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UE contra mudar estatuto de Jerusalém

A União Europeia discorda totalmente da posição do Presidente norte-americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel .

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UE contra mudar estatuto de Jerusalém

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A União Europeiab (UE) discorda totalmente da posição do Presidente norte-americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel e de transferir a embaixada dos EUA em Telavive para essa cidade, que os palestinianos também reclamam como sua.

“A UE defende que seja retomado um processo de paz sério que conduza à solução dos dois Estados. Consideramos que qualquer ação que prejudique esse esforço deve ser absolutamente evitada. Deve ser encontrada uma nova via para as negociações que permita resolver o estatuto de Jerusalém como futura capital dos dois Estados”, disse, na segunda-feira, Federica Mogherini, chefe da diplomacia do bloco.


Portugal juntou-se ao coro de membros da comunidade internacional que consideram a ideia como potencialmente provocadora de uma nova onda de violência naquela zona do Médio Oriente.

“Não podemos acompanhar a decisão norte-americana de transferir a sua representação diplomática para Jerusalém. (…) Portugal entende que a solução dos dois Estados, o Estado de Israel e o da Palestina, coexistindo lado a lado, é a única solução capaz de ultrapassar o presente conflito israelo-palestiniano”, disse Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros.


A parte oriental de Jerusalém, reivindicada como capital pelos palestinianos, foi anexada por Israel em 1967, num ato nunca reconhecido pela comunidade internacional. As Nações Unidas defendem que a cidade seja partilhada pelas duas partes.

Marc Pierini, analista político no centro de estudos Carnegie Europe, disse que “deverá haver uma posição unânime sobre o facto desta decisão prejudicar as já ténues esperanças de levar a bom porto o processo de paz isarelo-palestiniano. Trata-se de um recuo e vai criar riscos de segurança desnecessários”.


Já Daniel Schwammenthal, analista político pró-israelita no centro de estudos AJC Transatlantic Institute, considera que “a declaração de Trump simplesmente reconhece os fatos históricos e não impedirá a futura negociação sobre o estatuto de Jerusalém Oriental . Lamento, por isso, que a UE não esteja de acordo a declaração”.

A Liga Árabe já convocou uma reunião de emergência, no sábado, e o conselho de ministros de Negócios Estrangeiros da UE deverá analisar o caso na segunda-feira.