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Oito paraísos fiscais passam da lista negra para a lista cinzenta

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Oito paraísos fiscais passam da lista negra para a lista cinzenta

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O Panamá, que ficou famoso devido a um dos maiores escândalos financeiros, é um dos oito paraísos fiscais que a União Europeia retirou da lista negra e colocou numa lista cinzenta.

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"Há quatro Estados-membros que não cumprem os critérios: Holanda, Luxemburgo, Irlanda e Malta"

Aurore Chardonnet Oxfam

A decisão foi tomada, terça-feira, pelos ministros das Finanças, que viram algum progresso para maior transparência na cobrança de impostos.

"Compreendo que alguns países tenham de ser mudados da lista negra para a lista cinzenta. A lista cinzenta será composta por mais de 50 territórios ou Estados, mas os compromissos que assumiram devem ser tornados públicos, para que sejam avaliados e alvo de controlos", disse Pierre Moscovici, comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros.

Um passo criticado por vários legisladores e ativistas, que tinham visto a lista publicada, em dezembro, como um passo na direção certa. Isto apesar de criticarem, já na altura, o facto não incluir nenhum Estado-membro da União.

"Como é possível que haja tanta pressa em retirar alguns países da lista, exigindo-lhes reformas, quando a União Europeia não é capaz de se reformar a si própria. Em novembro, a Oxfam mostrou claramente que há quatro Estados-membros que não cumprem os próprios critérios da União: Holanda, Luxemburgo, Irlanda e Malta", disse, à euronews, Aurore Chardonnet, ativista desta organização não-governamental.

A lista inclui alguns países em vias de desenvolvimento, o que também foi criticado por alguns analistas do setor.

A lista cinzenta tem 54 jurisdições. Na lsita negra permanecem nove: Samoa Americana, Bahrein, Guam, Ilhas Marshall, Namíbia, Palau, Santa Lúcia, Samoa e Trinidad e Tobago.