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Carnaval lança grito contra a escravatura

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Carnaval lança grito contra a escravatura

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Ao som do batuque e com um pezinho de samba, a mensagem é de que 130 anos depois da abolição da escravatura no Brasil... a escravidão não terminou.

A escola de samba Paraíso do Tuiuti vê isso todos os dias e para consciencializar apresentam o tema deste ano no Carnaval.

"Em 2018, nós ainda sofremos as consequências de um mau planeamento porque a assinatura da abolição da escravatura no Brasil não nos trouxe um trabalho de inclusão na sociedade dessa população que usada como escravos", diz Jack Vasconcelos, diretor artístico da escola de samba Paraíso do Tuiuti.

"Formas paralelas de escravatura ainda existem. O Brasil ainda tem muito que fazer, o Estado brasileiro tem o dever de apresentar respostas e é necessário que todos se mobilizem. Penso que é uma boa ideia fazer isso através do carnaval, é uma boa oportunidade", diz Jurema, Werneck, diretora executiva da secção brasileira da Amnistia Internacional.

Mas a mensagem não é apenas dirigida às minorias. O paraíso do Tuiuti vai mais longe e considera que a escravatura evolui para uma escravatura social que está a inchar cada vez mais.

"Nós ainda estamos emprisionados, ainda somos escravos de alguém, na política e noutras coisas, ainda somos escravos", explica Josaine de Almeida, da escola de samba Paraíso do Tuiuti.

Numa convulsão politica, económica e social, o Brasil vai parar mais uma vez para o fenómeno do carnaval que tem início no dia. E os indicadores são bons, só no rio da taxa de ocupação hoteleira vai ficar nos 90%, um registo superior ao do ano passado.