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Transgénero é musa de escola de samba

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Transgénero é musa de escola de samba

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Kamila nasceu Wagner Carvalho e desfilou pela primeira vez no Sambódromo tinha 14 anos, nessa altura sentiu que algo estava errado. Dezasseis anos, e quatro cirurgias plásticas, depois regressa como uma das principais dançarinas da Acadêmicos do Salgueiro. É a primeira vez que esta escola de samba tem como musa alguém transgénero:

"A resistência para quem é "trans" está em tudo. Se entrar numa padaria comigo as pessoas vão olhar, se eu for numa balada que não tem costume. Tudo o que é diferente tem resistência", explica Kamila.

Um passo importante para a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros para quem nem tudo é samba e folia. 

Em 2017, mais de 170 pessoas transgénero foram assassinadas no Brasil, de acordo com a Transgender Europe, uma organização não-governamental.