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Presidenciais no México são incógnita

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Presidenciais no México são incógnita

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No México, ser candidato a cargos políticos é uma escolha perigosa. Só desde setembro, mais de 120 candidatos a vários postos acabaram assassinados. É neste clima de violência que o país vai às urnas, para a primeira volta das presidenciais, este domingo.

López Obrador, da esquerda, é visto como favorito. É conhecido pelas posições duras contra a elite do país e apela ao sentimento do eleitorado contra os escândalos políticos e a corrupção.

O principal adversário é Ricardo Anaya, um político de carreira, apoiado por uma aliança de forças que vai da esquerda à direita, mas está com alguma dificuldade em convencer o eleitorado de que é o candidato ideal.

A esperança para o atual governo centrista é José Antonio Meade. Apesar do currículo sólido, os lugares que desempenhou na administração de Enrique Peña Nieto podem reduzir as hipóteses de ser eleito.

Para os analistas, é difícil fazer previsões para domingo: "Nota-se nas ruas, entre a população mexicana, uma grande polarização. As famílias estão divididas e os eleitores lutam entre si. O México nunca esteve tão polarizado e por isso é tão difícil prever um resultado", diz o analista político Luis Miguel Pérez Suárez.

Um fator que todos os candidatos reconhecem é a necessidade de agradar à cada vez mais desencantada juventude mexicana, altamente qualificada, mais do que nunca na história do México, mas ao mesmo tempo confrontada com salários que estagnam.

Há também uma pergunta que paira no ar: Quem é melhor para devolver autoestima ao México, fazer frente a Donald Trump e à ideia do muro na fronteira?