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Cimeira da NATO: Trump insistirá em maior empenho europeu

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De  Isabel Marques da Silva  com Lusa
Cimeira da NATO: Trump insistirá em maior empenho europeu

<p>Embora com obras ainda por acabar, a nova sede da <span class="caps">NATO</span> será inaugurada, esta quinta-feira, em Bruxelas, durante a cimeira de líderes que discutirá, sobretudo, o aumento do investimento em defesa e a luta anti-terrorimo. </p> <p>“Os terroristas atacaram novamente, esta semana, em Manchester. Foi um ataque bárbaro, que deliberadamente visou crianças, jovens e as suas famílias”, disse Jens Stoltenberg, secretário-geral da <span class="caps">NATO</span>, na véspera da reunião. </p> <p>“É por isso que um dos dois principais tópicos que vamos discutir, amanhã, é como é que a <span class="caps">NATO</span> pode intensificar os seus esforços de modo a contribuir para a luta anti-terrorismo”, acrescentou Jens Stoltenberg.</p> <p>A <span class="caps">NATO</span> é uma organização que o novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelidou de “obsoleta”, tendo depois mostrado-se mais conciliador. </p> <p>Participante na cimeira pela primeira vez, Trump pede aos europeus que respeitem a meta de gastar 2% do <span class="caps">PIB</span> em defesa, e estes prometem fazer esse esforço. </p> <p>“Uma União Europeia mais forte no domínio da segurança e da defesa torna a <span class="caps">NATO</span> mais forte e uma <span class="caps">NATO</span> mais forte é fundamental para a segurança europeia, mas também para a segurança norte-americana”, disse Federica Mogherini, chefe da diplomacia da União Europeia. </p> <p>O governo português, representado pelo primeiro-ministro, António Costa, ainda não cumpre esta meta e espera que não haja “demasiada insistência” na questão orçamental. </p> <p>Mas não há como fugir a essa pressão que já tem alguns anos, segundo o analista político Roberto Castaldi: “A relação dos Estados Unidos com a União Europeia começou a mudar já com o Presidente Obama”. </p> <p>“Houve uma mudança de prioridade no sentido do Pacífico. E este vazio de poder deixado pelos norte-americanos foi um das condições que permitiram à Rússia invadir a Crimeia e que levou, também, à desestabilização no Médio Oriente e no Norte de África. Trump só está a acelerar essa tendência, o que coloca mais pressão sobre os europeus para estabilizar a sua vizinhança e para preencher o vazio de poder deixado pelos norte-americanos”, acrescentou.</p>