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Economia circular, negócios no ar e Natal em família

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Economia circular, negócios no ar e Natal em família
Direitos de autor  euronews   -   Credit: Dubai
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Impulsionar a economia circular

Todos os anos, na União Europeia, a indústria da construção, uma das que mais contribui para o desperdício, é responsável por 385,5 milhões de toneladas de materiais de construção que acabam em aterros sanitários.

Mas a economia linear que conhecemos desde a revolução industrial pode estar no centro de uma nova mudança. Uma cooperativa belga tem uma solução inspirada na economia circular.

A Rotor DC recupera os materiais residuais e transforma-os em produtos desejáveis. Maarten Gielen, fundador da empresa, quer "fazer uma ponte entre esta exportação de resíduos e a importação de materiais" encurtando o circuito.

Lionel Devlieger, outro dos cofundadores, explica que, para tal, passaram "muito tempo a ir a empresas, principalmente na Bélgica, para ver o que acabava nos contentores de resíduos e ver se alguns desses resíduos recorrentes, frequentemente resíduos de produção, podem ser limpos e apelativos para os designers trabalharem com a possibilidade de integrá-los como matéria-prima noutros produtos".

A atividade ainda representa um nicho no setor empresarial, dizem, mas deixa antever um paradigma de produção em mudança para uma valorização da mão-de-obra qualificada e uma menor dependência dos recursos naturais.

Negócios no ar

Três jovens empresários à procura de investimento, um painel de investidores através da plataforma TikTok e um avião. Foram estes os ingredientes para o primeiro evento "Pitch in the Sky", realizado no Dubai e difundido em direto através da plataforma online.

Após uma seleção de dezenas de candidatos, os três finalistas foram desafiados a entrar num avião e levantar voo para, em 60 segundos, apresentarem a sua proposta de negócio. No final, todos tiveram de saltar sobre a cidade.

O painel de investidores incluiu o inventor do google maps, Lars Rasmussen, o fundador executivo da Netflix, Mitch Lowe e o primeiro investidor no Zoom, Bill Tai.

Questionado sobre o que procura numa nova empresa, Tai afirma que, “por um lado, um grande mercado a passar por uma disrupção oportuna. Depois, o empresário certo com integridade e energia. E por último, uma espécie de capitalização correta. Um modelo de negócio que não implique toneladas e toneladas de capital, porque os melhores negócios tecnológicos, os melhores negócios geralmente para o capital de risco são aqueles que têm margens elevadas porque são produtos muito úteis".

Para o investidor, "o que é bom nos Emirados Árabes Unidos e no Dubai é que tem um sistema que torna mais simples a capacidade de operar nesse ambiente”.

E o momento não podia ser mais favorável, porque, de acordo com o fundador do Fundo Gritti, envolvido neste projeto, "muitas empresas estão a falir" e "é necessário construir novos negócios”.

No Grande Médio Oriente, a mão-de-obra tem uma idade média inferior a 30 anos e está cada vez mais qualificada. E isso, para os jovens empresários participantes e os investidores, significa que o céu não é de modo algum um limite.

Natal em família

As empresas de brinquedos esperam que o Natal suavize os efeitos da crise gerada pelo coronavírus. Em Londres, a loja de brinquedos Hamley's, com 260 anos, não é exceção. Apesar do impacto significativo da pandemia, este ano, o sucesso das compras online e das lojas temporárias deram algum fôlego ao negócio.

Com a possibilidade de um longo confinamento pela frente, uma das respostas do setor pode ser a oferta de "jogos intergeracionais". A diretora de vendas Victoria Kay explica porquê. "Julgo que toda a gente está a passar muito tempo em casa e quer essa sensação acolhedora e familiar".

Em épocas anteriores, os produtos ligados ao cinema eram importantes para a indústria dos brinquedos no Natal, mas tudo indica que, em 2020, vão ser os jogos de computador a fazer a diferença. No entanto, há clássicos que, mesmo quase sem tecnologia, nunca falham.

"Tivemos um sucesso fenomenal com Lego, um enorme sucesso com a Barbie e os jogos de tabuleiro, mais uma vez, os jogos de tabuleiro clássicos vão continuar a vender bem. Os anos passam e os jogos clássicos continuam. Todos os anos, vai haver uma nova invenção. Penso que este ano ainda mais, porque todos vão estar a desafiar-se uns aos outros para se sentarem e jogarem juntos", afirma a diretora de vendas da loja de brinquedos.

A perspetiva de voltar ao confinamento pode agora ser também uma oportunidade de ficar em casa e dar asas ao espírito natalício.