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Festival de Jazz de Montreux

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Festival de Jazz de Montreux

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Emily Loizeau vê-se como num sonho num país selvagem.

Autora, compositora e intérprete, filha de pai gaulês e mãe britânica, esta francesa que começou a aprender piano aos cinco anos estudou música clássica e fez três anos de teatro. Mas o acto de cantar conquistou o seu coração. E na Suíça, no Festival de Jazz de Montreux, apresentou o seu álbum “Pais Selvagem”. “Trata-se de histórias que se contam, de histórias íntimas que são, por vezes, oníricas ou brutais e que se contam através de qualquer forma acústica e explosiva, numa sonoridade de cortejo, como numa procissão em que as pessoas cantam juntas…”, afirmou a artista. O primeiro single do álbum, “Sister”, é cantado em inglês e em francês. Ainda no âmbito do festival, a editora Island Records celebrou 50 anos com uma homenagem ao seu fundador, Chris Blackwell. No seu portfolio a marca conta com nomes como Bob Marley, U2 e Angélique Kidjo, que cantou “Mama Africa” para Chris. Angélique Kidjo: “Chris Blackwell foi verdadeiramente a pessoa que compreendeu a artista que sou, que me deu a oportunidade de experimentar, de fazer a múscia que gosto, sem me cortar as asas.” Baaba Maal é uma super-estrela no seu Senegal natal. O cantor partilha o seu talento com o público há mais de 20 anos. Também Baaba sente saudades de Chris Blackwell e da Island Records: “Há casas de procução que são apenas entidades comerciais, mas Chris não era assim, era um amigo, como um irmão, alguém com quem nos entendíamos muito bem e podíamos comunicar, planificar o futuro.” Chris Blackwell nasceu na Jamaica, tem hoje 72 anos e a responsabilidade de também ter descoberto os Roxy Music, Cat Stevens e Grace Jones entre outros. O Festival de Jaz de Montreux também o celebrou.