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A ascensão do piano chinês

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A ascensão do piano chinês

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Está quase tudo pronto, em Pequim, para um grande evento: o jovem pianista chinês Yundi Li, uma estrela no seu país e fora dele, apresenta-se em concerto no Centro Nacional de Artes Performativas.

Yundi Li explica: “O público de Pequim é realmente entusiástico e há muitas pessoas a assistir aos meus concertos, há muitas elites profissionais presentes, pessoas que sabem muito sobre música. Estou concentrado a cem por cento no espetáculo desta noite, pretendo investir não apenas as minhas habilitações técnicas mas também todas minhas emoções nesta música.”

A música de Chopin, que catapultou Yundi para o estrelato, há dez anos, é imperativa esta noite, tal com a de Liszt. 2011 marca os duzentos anos sobre o nascimento do compositor.

A China está em ascensão e não só economicamente. Cultural e artisticamente o país está a dar passos gigantes, a partir da capital, Pequim, uma cidade onde Yundi decidiu viver depois de estudar na Europa. Com a sua arte ele expressa as ambições de um país.

“Para um pianista virtuoso e como artista, a perfeição é aquilo que pretendo atingir, sempre. E procurar a perfeição dá-me entusiasmo e felicidade.

Espero ansiosamente pelo concerto, estou stressado mas, ao mesmo tempo, entusiasmado e as notas explodem na minha cabeça! Estou a preparar-me para controlar as minhas emoções e dar agora meu melhor no concerto.

Acho que Chopin e Liszt vão ficar felizes com a minha interpretação esta noite porque estou duzentos por cento focado e pretendo investir toda a minha paixão a tocar a música deles!”, adianta Yundi.

Nesta história ouvem-se segmentos de Chopin: “Polinésia” em Lá bemol maior, “Heróica”, Op. 53; Nocturno em Si bemol menor; Op. 9, No 1; e Liszt: Concerto para Piano No. 1 em Mi bemol maior, S. 124.