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Eleições norte-americanas batem recordes de financiamento

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Eleições norte-americanas batem recordes de financiamento

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A campanha presidencial norte-americana vai entrar numa nova fase: depois das convenções, que são autênticos espetáculos mediáticos, vai começar a verdadeira corrida eleitoral.

Chegar à Casa Branca não exige apenas carisma, mas cofres bem cheios – o presidente dos Estados Unidos e candidato à reeleição Barack Obama engordou os seus em Hollywood, com a NBA e em Silicon Valley e seu rival, Mitt Romney, em Wall Street.

Os financiamentos da campanha eleitoral são privados e os orçamentos ilimitados e, por isso, qualificados de obscenos. Este ano devem bater novos recores de 2,5 mil milhões de dólares. Metade deste dinheiro serve para a campanha nos Media.

Em julho, Romney tinha recolhido 186 milhões de dólares e Obama ainda ia nos 124 milhões.

Os cinco primeiros doadores de Romney são Goldman Sachs, JP Morgan, Morgan Stanley, Bank of America e o grupo bancário Credit Suisse Group. As cinco empresas doaram US$ 2,5 milhões, mas a lista continua com bancos como Citigroup, Barclays e a empresa de consultoria Pricewaterhousecoopers.

As corporações ou organizações que mais fornecem dinheiro à campanha de Obama são a Microsoft, a Universidade da Califórnia, o escritório de advogados Dla Piper, Google e a Universidade de Harvard. Estes cinco grandes doadores destinaram à campanha do democrata cerca de U$ 1,7 milhão. O atual presidente conta com as doações de gigantes da tecnologia, de advogados, seguradoras de saúde, atores e produtoras de Hollywood, como Time Warner, DreamWorks e Miramax.

Uma corrida Mitt Romney tenta ganhar atá à Convenção de Tampa: a corrida aos fundos para a campanha eleitoral.

Nos últimos três meses, o candidato republicano conseguiu bastante dinheiro e está praticamente em pé de igualdade com Obama, apesar de nos últimos meses ter acelerado o processo de angariação de fundos.

O analista político Thomas Mann explica ao correspondente da euronews, Sefan Grobe, em Washington, que os candidatos vão investir mais do que nunca na campanha. E outro dado curioso, a maioria do dinheiro vem de um grupo reduzido de doadores.

Thomas Mann:

“- Há alguns multimilonários e simplesmente milionários que assinaram cheques de mais de um milhão de dólares para os comités de apoio dos dois candidatos. Quase todo o dinheiro arrecadado destina-se a publicidade na rádio e na televisão”.

As eleições presidenciais e legislativas de Novembro vão ser as mais caras de sempre nos Estados Unidos, movimentando perto de 5,8 mil milhões de dólares (4,7 mil milhões de euros), segundo a organização não-governamental Center for Responsive Politics.

A CRP salienta que este é o primeiro ciclo eleitoral completo desde a decisão do Supremo Tribunal em autorizar os chamados “Super PAC”, prevendo-se que entidades exteriores às campanhas invistam perto de 750 milhões de dólares (610 milhões de euros).

Thomas Mann:

“- Barack Obama é muito bom a angariar fundos. Na primeira campanha, em 2008, bateu todos os record quando conseguiu 750 milhões de dólares, e grande parte dessa soma, obteve-de pequenos doadores. Desta vez vai conseguir uma soma parecida, talvez algo menos, pode que uns 700 milhões.”

Para o total calculado pela CRP somam-se ainda 2,5 mil milhões (dois mil milhões de euros) das campanhas de Barack Obama e Mitt Romney, perto de mil milhões de dólares (813 milhões de euros) dos dois partidos, além de 1,8 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros) de fundos do Congresso.

Mais importante ainda do que o total que ambos os partidos vão gastar com os candidatos, a grande diferença nesta campanha é a quantidade de dinheiro que vem de grupos supostamente independentes, frequentemente secretos.