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Testes confirmam que pistola 3D pode ser uma arma fatal

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Testes confirmam que pistola 3D pode ser uma arma fatal

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As armas fabricadas por impressoras 3D podem constituir um risco para a segurança pública. O organismo norte-americano responsável por regular o alcóol, tabaco e armas de fogo no país, ATF, revelou, na quarta-feira, os resultados de uma série de testes levados a cabo com uma arma de plástico, modelo “liberator”.

Os vídeos divulgados pelo organismo, dependente do Departamento de Justiça dos EUA, mostram vários disparos realizados com a pistola idealizada por um estaudante de Direito do Texas. Cody Wilson, que se apresenta como um “cripto anarquista”, tinha supreendido as autoridades federais do país ao apresentar, em maio passado, uma arma inteiramente fabricada por uma impressora 3D. Wilson tinha mesmo gravado imagens de testes de tiro com a pistola, batizada “liberator”, depois de ter publicado os planos do engenho no seu sítio da internet.

Segundo os especialistas do ATF, os testes balísticos mostraram que os disparos do “liberator” conseguem penetrar vários centímetros de pele humana, assim como de crânio. Um dos responsáveis da agência federal, Richard Marianos, lembrou ainda que “este tipo de armas representa um problema de segurança pública pois pode ludibriar os detetores de metais”.

Os resultados destes testes foram revelados a menos de um mês de expirar uma lei de 1988 que proíbe a produção e posse de armas de plástico, como aquelas fabricadas por impressoras 3D. Por ser produzido sem qualquer metal, este modelo de pistola é praticamente indetetável pelos atuais sistemas de segurança em vigor em aeroportos, bancos, estádios, assim como na maioria de edifícios públicos.

Mas estas armas representam igualmente um perigo para o atirador, como mostra o seguinte vídeo, quando a pistola “liberator” explodiu em mil pedaços, depois do gatilho ter sido ativado por controlo remoto.