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Dinamarca: O segredo para a Felicidade

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Dinamarca: O segredo para a Felicidade

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Copenhaga, em dezembro. Está frio, escuro e a chover. Existe uma melancolia a envolver a Dinamarca, um país que, nos dois últimos anos, foi considerado o mais feliz do mundo. Em 2012 e novamente este ano, as Nações Unidas encomendaram um relatório que analisou cerca de 156 países, para descobrir quais os mais felizes. No top cinco estão a Suécia, Holanda, Suíça, Noruega e em primeiro lugar a Dinamarca. A felicidade é levada a sério, até foi criado um Instituto da Felicidade este ano, para tentar descobrir o que faz uma pessoa feliz.

Uma segurança que conduz à felicidade. É um dos argumentos fundamentais não só para a Dinamarca, mas também para outros países. Os cinco países mais felizes, também estão no top por terem a semana de trabalho mais curta, equilibrada com um bom salário médio anual. Outro elemento para a felicidade: emprego. Estes laureados pela felicidade têm níveis de desemprego bem abaixo da média da União Europeia.

A Dinamarca e os vizinhos escandinavos têm sido sistematicamente classificados como tendo pouca ou nenhuma corrupção. Apesar de vários referendos sobre a redução dos altos impostos, os valores foram mantidos. É o preço a pagar por um sentido de igualdade considerada crucial para a felicidade. Apesar da coroa da felicidade, a Dinamarca tem sido criticada por ter uma das mais difíceis políticas de imigração da Europa. Alguns acusam o país de ser pouco acolhedor e até xenófobo. Embora nem todos os países estejam preparados para adotar o sistema da Dinamarca, a busca pela felicidade vai continuar nas gerações vindouras.