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EUA: Obama dispensa Secretário da Defesa para enfrentar desafios de fim de mandato

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EUA: Obama dispensa Secretário da Defesa para enfrentar desafios de fim de mandato

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O Secretário da Defesa norte-americano demitiu-se esta segunda-feira, quase dois anos após ter assumido o cargo.

O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa na Casa Branca em que Obama e Hagel não pouparam elogios mútuos.

Uma forma de tentar dissipar a tensão vivida nos bastidores, quando vários responsáveis exigiam uma nova liderança do Pentágono na segunda metade do mandato de Obama e face aos novos desafios no Iraque e na Síria.

“Há uma coisa que sei sobre Chuck, ele não toma uma decisão de forma ligeira, esta decisão não foi fácil, mas considero-me um privilegiado por ter contado com ele a meu lado durante dois anos, e estou-lhe agradecido por permanecer no cargo até que seja nomeado um sucessor”, afirmou Obama.

A demissão, segundo a imprensa norte-americana teria sido proposta por Obama, já em outubro, antes mesmo dos democratas perderem a maioria no Congresso.

Entre os nomes evocados pela imprensa norte-americana para suceder a Hagel, encontra-se Michèle Flournoy, o antigo sub-Secretário da Defesa, o Senador democrata de Rhode Island e antigo oficial da força aérea, Jack Reed, e Ashton B. Carter, um antigo sub-secretário da Defesa.

Hagel, um antigo senador republicano oposto à guerra no Iraque, tinha sido nomeado para o cargo no início de 2013.

A perda de protagonismo de Hagel nas novas operações militares levadas a cabo pela Casa Branca, contra o Estado Islâmico e na luta contra o vírus Ébola teria precipitado a decisão.

Como um “bom soldado”, o antigo veterano da guerra no Vietname, e o homem que protagonizou os duros cortes no orçamento militar norte-americano despediu-se do cargo, reafirmando o seu “apoio permanente” a Obama.