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Indignação de Ferguson alastra aos quarto cantos dos Estados Unidos

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Indignação de Ferguson alastra aos quarto cantos dos Estados Unidos

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Com epicentro em Ferguson, a onda de indignação e revolta, em resultado da ilibação do polícia que matou um jovem negro desarmado, ecoa pelos quatro cantos dos Estados Unidos da América.

Minneapolis, Houston, Nova Iorque, Los Angeles e Seattle são algumas das 170 cidades em 37 estados norte-americanos que se juntaram ao pedido por “justiça”, depois de um júri ter considerado que o agente da autoridade não devia ser julgado pela morte de Michael Brown, uma decisão raríssima na justiça, que leva quase sempre estes casos a julgamento.

Depois de a violência ter atingido um grau muito superior ao que se registou em agosto, aquando da morte do jovem negro, a noite passada foi bastante mais calma em Ferguson, facto que não é alheio ao reforço do contingente da Guarda Nacional, que tem agora mais de 2000 efetivos destacados neste subúrbio de St. Louis, onde vivem pouco mais de 20.000 pessoas.

O Presidente Barack Obama veio a público tentar colocar alguma água na fervura da revolta que tomou conta de parte da população norte-americana.

O agente de polícia que matou o jovem negro desarmado disse, numa entrevista, estar de “consciência tranquila” em relação aos seus atos e que só fez o seu trabalho.

As atenções da opinião pública voltam-se agora para as duas investigações em curso do Departamento de Justiça, que quer saber se houve violação dos direitos civis de Michael Brown e se a polícia mantém práticas discriminatórias na sua atuação.