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EUA: "Não consigo respirar" torna-se grito de revolta contra a polícia pela morte de Eric Gardner

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De  Euronews
EUA: "Não consigo respirar" torna-se grito de revolta contra a polícia pela morte de Eric Gardner

<p>Os protestos da comunidade negra dos Estados Unidos contra a alegada ação abusiva das forças de segurança americanas intensificaram-se nas últimas horas, após a absolvição do polícia Daniel Pantaleo. O agente de autoridade, de origem caucasiana, era suspeito de ter provocado, em julho passado, a morte, por estrangulamento, do cidadão negro Eric Gardner, de 43 anos, em Staten Island, no Estado de Nova Iorque.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p><span class="caps">RIP</span> Eric Gardner. <a href="http://t.co/aCqMGCpnh1">pic.twitter.com/aCqMGCpnh1</a></p>— Dre. (@Blueraydre) <a href="https://twitter.com/Blueraydre/status/540327141146390529">4 dezembro 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A vítima terá sido apanhada a vender cigarros ilegais e uma equipa policial tentou detê-lo. Perante a resistência do possante Eric em ser algemado, os agentes de autoridade terão recorrido à força conjunta para o derrubar e um deles – presume-se, Daniel Pantaleo – terá agarrado o suspeito pelo pescoço na tentativa de o dominar. </p> <p>Asmática, a vítima rapidamente começou a revelar dificuldade em respirar. “I can’t breathe” (“Não consigo respirar”, em português), terão sido as últimas palavras proferidas repetidamente por Eric Gardner, a 17 de julho, após a agressiva investida policial. A autópsia viria a revelar que a vítima sucumbiu devido à “compressão do pescoço e do peito contra o chão.”</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>so first darren Wilson goes free, now the officer who killed <a href="https://twitter.com/hashtag/EricGardner?src=hash">#EricGardner</a> does too?? this is insane. murder… <a href="http://t.co/ptPEOU0c3M">pic.twitter.com/ptPEOU0c3M</a></p>— phlyfotographer… (@TYxMcFLY) <a href="https://twitter.com/TYxMcFLY/status/540246135844392960">3 dezembro 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>O confronto fatal foi filmado por testemunhas, mas nem mesmo com as imagens e o áudio do registo o Grande Júri de Nova Iorque entendeu haver “causa provável” para acusar o agente de autoridade de qualquer responsabilidade na morte de Eric Gardner. </p> <iframe width="420" height="315" src="//www.youtube.com/embed/GUzRh0U087A" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <iframe width="420" height="315" src="//www.youtube.com/embed/lz8IL-7qsVU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe> <p>“É completamente errado. Ele [o polícia] é um assassino. Isto foi um assassinato a sangue frio. Não fomos nós que o dissemos, foi o cardeal: um assassinato a sangue frio. É isso. Foi um homicídio. Um homicídio”, gritou Jenny Chambers, uma residente de Staten Island revoltada pela decisão judicial.</p> James Reynolds, outro residente deste distrito de Nova Iorque, levantou algumas questões: “Matar aquele homem aqui, por causa de um mero cigarro de 50 cêntimos, sufocá-lo ao ponto dele dizer que não conseguia respirar… Há um vídeo e existe o áudio. Não há condenação? De que mais precisam?” <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Protesters on 50th Street are chanting, "I am Eric Gardner." <a href="https://twitter.com/hashtag/EricGarner?src=hash">#EricGarner</a> <a href="http://t.co/2UtQAj3nIw">pic.twitter.com/2UtQAj3nIw</a></p>— Joseph Neese (@josephneese) <a href="https://twitter.com/josephneese/status/540308872075165698">4 dezembro 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A frase “I can’t breathe” (“Não consigo respirar”) tornou-se lema destes novos protestos contra o alegado abuso de autoridade cometido pelas forças de segurança norte-americanas. Após a decisão do Grande Júri nova-iorquino, milhares de pessoas saíram para as ruas em várias cidades americanas para protestar contra a decisão. Pelo menos, 30 terão sido detidas pelas forças policiais, que viriam mais tarde a recusar atualizar essas informações.</p> <p>Logo após a absolvição do polícia, a mãe de Gardner deu uma conferência de imprensa a criticar a justiça americana e, por outro lado, a elogiar a intenção do governo de Barack Obama em abrir uma nova investigação a este caso, que vem juntar-se ao de Michael Brown, outro cidadão americano negro morto após uma ação policial na cidade de Ferguson.</p> <p>Este outro caso espoletou vários motins da comunidade negra de St. Louis depois da recusa do Grande Júri do Missouri em acusar o agente, também ele branco, que teria, a 9 de agosto, abatido a tiro um desarmado jovem negro, de 18 anos.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Renuncia de Darren Wilson, quien mató a Michael Brown <a href="https://twitter.com/hashtag/Ferguson?src=hash">#Ferguson</a> <a href="http://t.co/fmM8nyCzvh">http://t.co/fmM8nyCzvh</a> <a href="http://t.co/KQyyADf2cS">pic.twitter.com/KQyyADf2cS</a></p>— Noticias Colorado (@kcecnoticias) <a href="https://twitter.com/kcecnoticias/status/539568418479812608">1 dezembro 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>