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Revista do ano 2014: Os primeiros seis meses

Bem-vindo à revista do ano 2014, rica em emoções desportivas e para a qual escolhemos um grande evento ou uma pessoa para cada mês deste magnífico

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Revista do ano 2014: Os primeiros seis meses

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Bem-vindo à revista do ano 2014, rica em emoções desportivas e para a qual escolhemos um grande evento ou uma pessoa para cada mês deste magnífico ano desportivo.

Janeiro
O ano abriu com o tradicional concerto em Viena e saltos de esqui. Mês frio e de muita neve. Mas… e se dermos a volta à situação? No hemisfério sul, janeiro é o mês dos churrascos, do calor e da praia. Acima de tudo, é a altura de uma corrida lendária, o Dakar, o rali por excelência, é um teste à capacidade humana sobre rodas e que liberta paixões desenfreadas. Uma vez mais decorreu na América do Sul, percorrendo três países: Argentina, Bolívia e Chile. O espanhol Marco Coma (KTM) venceu nas motos, com o português Hélder Rodrigues (Honda) a terminar em quinto. Nos automóveis, Carlos Sousa (Haval) entrou a ganhar a primeira etapa, não chegou ao fim e acabou por ser o também espanhol Nani Roma (Mini) a festejar. Nos camiões, domínio russo, com triunfo de Andrey Karginov ao volante de um Kamaz.

Fevereiro
O segundo mês do ano é sinónimo, de quatro em quatro anos, de Jogos Olímpicos de Inverno. Quais são as recordações que vamos guardar dos jogos de Sochi? A alegria de Ole Einar Bjorndalen ou a dor de Axel Lund Svindal? Os adeptos russos também tiveram altos e baixos. A equipa olímpica da casa ocupou o primeiro lugar da lista dos países medalhados mas sem qualquer medalha no hóquei em gelo o quadro parece incompleto. Portugal esteve presente através dos esquiadores lusodescendentes Camille Dias e Arthur Hanse, que tiveram prestações modestas entre os mais de 2500 atletas oriundos de 88 países, que lutaram pelas 264 medalhas disputadas em Sochi.

Março
O torneio de râguebi das Seis Nações, em março, deixou-nos alguns números para os anais da história da modalidade: – 20: o número de vitórias da Irlanda na competição; – 66 : o total de pontos obtidos por Jonathan Sexton; – 83: a diferença de pontos que permitiu ao “XV” da Irlanda ultrapassar a Inglaterra; – 141: o recorde de internacionalizações obtido por Brian O’Driscol, alcançado no dia 15 de março no Stade de France.

O número que desconhecemos é o da quantidade de canecas vendidas em Dublin durante os festejos do título.

Abril
No quarto mês de 2014, ao ganhar o primeiro “Major” da época de golfe, em Augusta, Estados Unidos, Bubba Watson obteve o segundo triunfo num torneio desta categoria em três anos. Com esta vitória, tornou-se no 17° golfista a ganhar mais do que um torneio “Major” desde 1934. Bubba Watson é conhecido pelos “drives” efetuados com o seu taco cor-de-rosa. Abril foi o mês de Bubba, durante o qual superou rivais como Jonas Blixt e Jordan Spieth, por 3 pancadas.

Maio
A meio da primavera, o bom tempo começou a instalar-se no nosso quotidiano. As esplanadas começaram a encher-se. Maio é também o mês da final da Liga dos Campeões, que este ano teve como palco o Estádio da Luz, em Lisboa, Portugal. Foi, finalmente, o ano da tão desejada (em Madrid, entenda-se) “La Décima”. No entanto, mais pareceu uma final da Taça do Rei ou da Associação de futebol de Madrid. Frente a frente, Real Madrid e o rival Atlético de Madrid. Um dérbi, portanto, jogado em Lisboa. Com a equipa de Cristiano Ronaldo, Pepe e Coentrão a perder diante da de Tiago quando o jogo chegou aos 90 minutos, um golo de Sérgio Ramos levou a final para prolongamento. Com mais “pernas”, os “blancos” acabaram por ganhar, por 4-1, com Ronaldo a fechar a contagem diante ao campeão sensação dos principais campeonatos nacionais europeus.

Junho
O acontecimento mais notável de junho no mundo de desporto foi a nona vitória de Rafael Nadal em Roland Garros (a estreia de Portugal no Mundial de futebol é obviamente para esquecer). Ao bater o então número dois mundial, o sérvio Novak Djokovic, o espanhol tornou-se no primeiro tenista do ranking ATP a ganhar nove vezes o mesmo torneio. Com este triunfo na terra batida de Paris, Rafael Nadal alcançou, aos 28 anos, o décimo quarto título do “Grand Slam” da carreira. Além disso, melhorou as suas estatísticas na capital francesa. Nadal conquistou Roland Garros logo na primeira participação, contabilizando uma derrota e 66 vitórias em dez anos.