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Do "9" ao "19", 45 mil saúdam regresso de Torres ao Atlético de Madrid

Fernando Torres está de regresso a “casa” sete anos depois do adeus ao Atlético de Madrid rumo ao Liverpool, então, por quase 30 milhões de euros

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Do "9" ao "19", 45 mil saúdam regresso de Torres ao Atlético de Madrid

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Fernando Torres está de regresso a “casa” sete anos depois do adeus ao Atlético de Madrid rumo ao Liverpool, então, por quase 30 milhões de euros. Depois de 70 golos e três anos e meio repletos de êxitos em Anfield, acabou por mudar-se para o Chelsea, em 2011, por mais de 50 milhões de euros.

Em Stamford Bridge, Torres começou a perder gás. Embora tenha ganho pelo Chelsea, em 2012, o primeiro título nacional da carreira (a Taça de Inglaterra) e participado no título mais importante da história dos londrinos – a Liga dos Campeões -, nunca esteve à altura do alto investimento feito nele por Roman Abramovich.

No último verão, com escasso espaço nas opções de José Mourinho, entretanto de volta ao Chelsea e que fez regressar a Londres também Didier Drogba, no último verão o avançado espanhol acabou emprestado por duas temporadas ao AC Milan.

Oito meses depois de ter pedido desculpa aos adeptos do Atlético de Madrid por ter marcado pela primeira vez um golo à equipa que o viu nascer para o futebol (na segunda mão da meia-final da Liga dos Campeões, em Londres, que os espanhóis acabariam por vencer 1-3 e passar à final), Fernando Torres voltou ao Estádio Vicente Calderón. Desta feita, para ficar. Objetivo: voltar a festejar muitos golos de “rojiblanco” e alcan4ar as conquistas coletivas junto desses mesmos adeptos que ainda hoje o idolatram apesar do golo marcado em abril.

Aos 30 anos, “El Niño, agora já um “hombre” feito e com dois filhos, ingressa nos atuais campeões espanhóis, por empréstimo de ano e meio do AC Milan, que recebe em troca o médio internacional italiano Alessio Cerci, que havia sido contratado pelo Atlético de Madrid no final de agosto ao Torino, por cerca de 16 milhões de euros. Nao foi revelado oficialmente, mas diz-se que neste negócio o AC Milan continua a pagar o salário ao espanhol e o Atlético o de Cerci. Pago por quem for, Torres vai, entretanto, ser agora treinado pelo antigo companheiro de equipa, o argentino Diego Simeone.

“Ganhei os títulos que desejava, mas sempre senti que me faltava algo: Títulos no Atlético. Quero ganhá-los representando estes valores. Ganhá-los desta maneira. Ainda me falta ganhar muitas coisas e vou tentá-lo aqui. Espero consegui-lo. Mesmo que não o consiga, o esforço vai valer a pena”, afirmou Torres, numa conferência de imprensa bem concorrida de jornalistas, onde lembrou o adeus ao Calderón: “Era um miúdo de 24 anos que percebeu, com essa idade, algo muito duro: Precisava de sair do ‘Atleti’ para que o clube pudesse crescer e eu também. Talvez tenha sido o momento mais duro da minha carreira.”

A forte emoção de ver regressar um filho a casa fez-se sentir este domingo no Vicente Calderón. O avançado já estava há uns dias em Madrid e já havia, inclusive, treinado junto dos novos companheiros, mas faltava a apresentação oficial. Menos de 24 horas depois de pouco mais de 50 mil pessoas – entre elas Torres – terem assistido no estádio à vitória do Atlético de Madrid sobre o Levante, por 3-1, foram cerca de 45 mil os adeptos que quiseram saudar o regresso do antigo número “nove” da equipa – camisola com a qual marcou 91 golos em 244 jogos desde a estreia em 2001 até ao adeus em 2007. Com o número de sempre na posse do croata Mario Mandzukic e o Atlético de Madrid na terceira posição da Liga espanhola, empatado com o vice-campeão Barcelona e a um ponto do líder Real Madrid, a partir de agora Fernando Torres é o novo “19” da equipa onde alinha o internacional português Tiago. A estreia do avançado na Liga espanhola poderá acontecer no próximo domingo, na sempre escaldante, e quem sabe decisiva, visita ao “Barça”. Mas, quem sabe, a estreia absoluta aconteça já esta quarta-feira, no Calderón, no ainda mais escaldante “dérbi” madrileno com o Real Madrid, na primeira mão dos oitavos de final da Taça do Rei.