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Caso Carlton: Dominique Strauss-Kahn na barra do Tribunal Correcional de Lille

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Caso Carlton: Dominique Strauss-Kahn na barra do Tribunal Correcional de Lille

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O ex-chefe do FMI, Dominique Strauss-Kahn, deverá comparecer segunda-feira no Tribunal Correcional de Lille, onde será julgado por proxenetismo agravado.

DSK é acusado de estar no centro de uma rede de prostituição criada por amigos seus.

Conhecido como “Caso Carlton” o processo envolve outros 13 réus. O julgamento está previsto durar três semanas.

Em 2011, graças a informações anónimas, a polícia judiciária de Lille começou a investigar de perto os frequentadores assíduos do Hotel Carlton e do Hotel des Tours, onde René Kojfer, encarregado das relações públicas, faria chegar prostitutas para satisfazerem determinados clientes.

Graças ao dispositivo de vigilância montado, e sobretudo às escutas do telemóvel de René Kojfer, começaram a surgir nomes e entre eles figurava o de Dominique Strauss-Kahn.

Ascenção e queda de Dominique Strauss-Kahn

Dominique Gaston André Strauss-Kahn, nasceu em Neuilly-sur-Seine, a 25 de Abril de 1949.

Economista, advogado e político, é membro do Partido Socialista francês.

Comummente referido como DSK, foi entre 1991 e 1993 ministro da Indústria e do Comércio Externo nos governos de Édith Cresson e Pierre Bérégovoy.
Durante o governo de Lionel Jospin foi ministro da Economia, das Finanças e da Indústria.

Em setembro de 2007 foi escolhido para dirigir o Fundo Monetário Internacional, tendo assumido funções em novembro.

Em maio de 2011, em Nova Iorque, foi detido preventivamente por suposto envolvimento num caso de agressão sexual.

Dias mais tarde, antes de ir a julgamento, apresentou a demissão ao FMI.

Até então DSK era visto como possível candidato do Partido Socialista às eleições presidenciais de 2012.