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Shiffrin, a raínha do slalom

Mesmo em casa da rival Tina Maze, Shiffrin mostrou quem é a rainha do slalom. A norte-americana venceu a prova em Maribor, na Eslovénia. Foi primeira

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Shiffrin, a raínha do slalom

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Mesmo em casa da rival Tina Maze, Shiffrin mostrou quem é a rainha do slalom. A norte-americana venceu a prova em Maribor, na Eslovénia. Foi primeira na primeira manga e na segunda apenas teve de controlar os resultados das adversárias. Outra atleta da casa, Veronika Zuzulova ficou a pouco menos de um segundo. A checa Sarka Strachova acabou na terceira posição.

A eslovena Tina Maze foi mesmo a grande desilusão do fim-de-semana em Maribor. Depois de ter sido eliminada do Super-Gigante no sábado, Maze falhou uma porta na segunda manga do Slalom e não terminou a prova.

Uma semana após a conquista do título mundial de Slalom nos campeonatos do mundo de esqui alpino em Beaver Creek, nos Estados Unidos, Mikaela Shiffrin recupera agora a liderança da Taça do Mundo do mundo da categoria. Em segundo segue a sueca Frida Hansdotter, que na Eslovénia terminou em nono.

Na disputa pelo globo de cristal no setor feminino, Tina Maze continua no topo da tabela, seguida por Anna Fenninger e por Shiffrin.

Mayer, o melhor em Saalbach

A jogar em casa, Matthias Mayer brilhou este fim-de-semana em Saalbach, na Áustria. No sábado venceu a prova de downhill, no domingo o super-gigante. A última vitória foi mais difícil de conquistar e a luta entre o austríaco, o francês Adrien Théaux, que terminou em segundo, e o noruguês Kjetil Jansrud, terceiro, foi bastante renhida.

Na classificação geral da Taça do Mundo de Esqui Alpino, Marcel Hirscher mantém-se na liderança, Jansrud é segundo com menos 116 pontos e Alexis Pinturault está na terceira posição.

A estrutura da base dos esquis

O nosso especialista, Franck Piccard, terminou em terceiro no Super-G de Saalbach, no campeonato do mundo de 1991. Na altura, tal como hoje, é impossível obter um bom resultado sem bom material, sem os esquis preparados de forma perfeita.

Franck Piccard, ex-esquiador:
“Há vários aspectos com que nos temos de preocupar. O primeiro é a chamada base dos esquis, que é estruturada como o desenho de um pneu. Não são totalmente lisas. É necessário que a neve e a humidade possam passar. Por isso desenhamos o relevo da base dos esquis. A isso chama-se estrutura. Se não for boa, esqueçam, não se faz nada.
Depois existe a cera. É uma camada fina de parafina que se coloca sobre essa estrutura. É preciso escolher uma boa parafina de forma a que os esquis deslizem o melhor possível em relação à neve, em relação à consistência da neve, em função da temperatura. Entre a partida e a chegada, é necessário encontrar o compromisso com uma cera que nos faça deslizar o mais rápido possível em toda a pista”.

Recordes de Toni Sailer

A 3 de fevereiro de 1956, Toni Sailer já tinha garantido duas medalhas de ouro na estação italiana de Cortina d’Ampezzo. Nativo de Kitzbujel ganhou o gigante dos Jogos Olímpicos com mais de 6 segundos de vantagem do segundo classificado e no slalom a margem também era confortável, 4 segundos. Restava apenas o downhill que se revelou uma simples formalidade, uma vez que deixou o suíço Raymond Fellay a três segundos e meio. Antes de se lançar numa carreira de ator, Toni Sailer conseguiu vencer as três provas, um feito até então inédito e que lhe valeu o galardão do melhor desportista austríaco do século XX.