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Dar ou não dar umas palmadas nos filhos? Debate está de regresso a França

O Conselho da Europa pronuncia-se, esta quarta-feira, sobre uma queixa apresentada por uma ONG britânica contra a França, por não "banir explicitamente" a punição física de crianças.

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Dar ou não dar umas palmadas nos filhos? Debate está de regresso a França

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“Uma palmada dada no momento certo”, será uma forma de educar uma criança ou não passa de violência física?

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Uma palmada dada no momento certo", será uma forma de educar uma criança ou não passa de violência física?

Se a bofetada, a lambada é quase unanimemente vista como um acto de violência gratuita, que pode ser “nefasto para a saúde de algumas crianças” e que a sua repetição pode “perturbar o desenvolvimento cerebral”, segundo o presidente da Fundação para a infância, em França, até o Papa Francisco considera que, “por vezes, dar uma palmada a um filho, mas nunca na cara, para não o humilhar” é algo que demonstra um “sentido de dignidade”, porque o pai, que “deve punir, fá-lo de uma forma justa.”

A discussão é quase tão velha como a família e não terminará, esta quarta-feira, quando o Conselho da Europa se pronunciar sobre uma queixa apresentada por uma ONG britânica contra a França, por não “banir explicitamente” a punição física de crianças.

Nas ruas, há franceses que dizem não terem ficado “traumatizados” com umas “palmadas nas nádegas” e que os pais até “deviam dar mais”. Outros nem querem pensar nisso. Consideram que “a uma criança, falamos. Fazemos com que entendam as coisas. Não temos necessidade de lhes bater porque isso vai incitá-las a reproduzir o que lhes fizemos”.

No meio deste debate, há ainda os que defendem que a violência psicológica pode ser muito mais perniciosa do que uns “pequenos correctivos, aqui e ali”.

A verdade é que, segundo as sondagens, a maioria dos franceses não quer que o Estado legisle para proibir todo e qualquer tipo de punição física que os pais possam aplicar aos filhos. O debate promete continuar aceso.