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Merkel recorda II Guerra Mundial e recomenda ao Japão aproximar-se da China

Angela Merkel iniciou esta segunda-feira uma visita de dois dias ao Japão. Chanceler alemã falou também da Grécia

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Merkel recorda II Guerra Mundial e recomenda ao Japão aproximar-se da China

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Angela Merkel defendeu, esta segunda-feira, em Tóquio, a aproximação do Japão aos vizinhos da China e da Coreia do sul. A chanceler alemã recomenda a Tóquio um esforço de aproximação aos dois pesos pesados asiáticos, com os quais mantém um clima de rivalidade desde os tempos da II Guerra Mundial.

A recomendação de Merkel surgiu no arranque da visita oficial de dois dias, a primeira em sete anos. A chanceler foi recebida com pompa e curcunstância pelo primeiro-ministro Shinzo Abe. No final da cerimónia de receção, numa visita que visa também antecipar a cimeira do G7 prevista para junho na Alemanha, os dois governantes participaram numa conferência de imprensa conjunta.

Para justificar a recomendação de aproximação de Tóquio a Pequim e Seul, a líder europeia recorreu à própria experiência germânica na II Guerra Mundial e lembrou o estreitar de relações da Alemanha com a França no pós-guerra, sublinhando a colaboração recebida do histórico rival para ultrapassar um período conturbado.

“Não vim ao Japão para dar conselhos nem dizer aos japoneses o que devem fazer. Apenas posso contar o que a Alemanha fez. Depois da Segunda Guerra Mundial houve discussões uma e outra e outra vez sobre como nos poderíamos reabilitar do nosso próprio passado. Foram, em parte, discussões bem complicadas. Sem uma grande colaboração dos nossos vizinhos, não teria sido possível”, garantiu, deixando uma mensagem implícita de que a aproximação a Pequim e a Seul não será fácil, mas é importante, em especial quando passam 70 anos sobre o fim do segundo grande conflito mundial onde Alemanha e Japão saíram derrotados.

Merkel foi ainda questionada sobre a situação grega. “Já o disse muitas vezes e posso repeti-lo uma vez mais: o nosso objetivo político é manter a Grécia na zona euro. Mas é uma moeda de duas faces. De um lado, está a solidariedade dos parceiros europeus e, da outra, está a capacidade nacional (de Atenas) de implementar as reformas e os compromissos assumidos”, avisou.

Do lado japonês, Shinzo Abe falou do discurso que está a preparar sobre os 70 anos da derrota nipónica na II Guerra Mundial, admitiu expressar remorso e reforçar os pedidos de desculpa já efetuados no passado. O primeiro-ministro garantiu, por outro lado, a abertura de Tóquio para ajudar na pressão ocidental sobre a Rússia com o objetivo de convencer Moscovo a assumir uma participação mais ativa na busca de uma solução pacífica e diplomática para a Ucrânia.

Após a receção, Shinzo Abe proporcionou a visita de Angela Merkel ao Museu da Ciência e Inovação de Tóquio. A chanceler alemã foi “apresentada” a ASIMO, um robô humanóide criado pela fabricante do ramo automóvel Honda.