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Vettel aceita desafio de Rosberg, nas motos italianos conquistam o Qatar

Após o Grande Prémio da Austrália, Nico Rosberg tinha desafiado Sebastien Vettel a dar mais luta aos Mercedes. O piloto da Ferrari levou o desafio a

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Vettel aceita desafio de Rosberg, nas motos italianos conquistam o Qatar

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Após o Grande Prémio da Austrália, Nico Rosberg tinha desafiado Sebastien Vettel a dar mais luta aos Mercedes. O piloto da Ferrari levou o desafio a sério e não deu hipóteses no Grande Prémio da Malásia.

Um ano, dez meses e 17 dias depois, a escuderia italiana voltou a vencer no mundial de Fórmula 1.

Vettel, também ele andava há muito arredado dos triunfos mas precisou de apenas duas corridas na nova equipa para tornar realidade um sonho de criança: vencer uma corrida num Ferrari.

Só a equipa italiana conseguiu acompanhar o andamento dos dois Mercedes, num duelo que se prevê apaixonante ao longo da temporada.

A diferença foi feita nas boxes. Vettel optou por parar menos uma vez que os alemães e essa decisão foi essencial para a vitória.

Lewis Hamilton foi segundo e continua a liderar o mundial de Fórmula 1. Nico Rosberg completou o pódio.

Max Verstappen foi sétimo e aos 17 anos tornou-se no piloto mais jovem de sempre a terminar uma corrida nos pontos.

Fernando Alonso coloca um ponto final nas dúvidas

Muito se falou sobre o acidente de Fernando Alonso na pré-temporada: que tinha despertado a falar italiano, que não tinha memória dos últimos 20 anos, que corria o risco de nunca mais conduzir um Fórmula 1.

Mesmo sem brilhar, o espanhol provou em Sepang que estavam todos errados. Partiu do 18º lugar da grelha e até fez uma boa corrida.

Conseguiu subir até à oitava posição e lutava taco a taco com os Red Bull quando a McLaren o mandou recolher às boxes devido a um problema na refrigeração do sistema de recuperação de energia. Estavam cumpridas apenas 22 voltas.

A equipa inglesa continua na mó de baixo, Jenson Button também abandonou com problemas no monolugar. Longe vão os tempos em que Fernando Alonso foi apresentado com o objetivo de lutar pelo título mundial e pelo que se tem visto, a culpa não é propriamente do espanhol.

O canto do cisne de Eddie Irvine

Ao longo da carreira, Fernando Alonso subiu por três vezes ao lugar mais alto do pódio na Malásia. Entre os vencedores encontramos os grandes pilotos dos últimos quinze anos, mas a corrida de estreia, em 1999, foi ganha por um nome pouco provável.

Em 148 corridas, Eddie Irvine venceu apenas quatro, todas num ano em que aproveitou a ausência de Michael Schumacher, que tinha partido uma perna em Silverstone, para assumir o estatuto de chefe de fila da Ferrari. O alemão regressou na Malásia para ajudar Irvine a vencer.

O triunfo em Sepang colocou o britânico na liderança do Campeonato do Mundo com apenas uma corrida pela frente. O título mundial estava a um pequeno passo de se tornar realidade mas Irvine deitou tudo a perder na última corrida da temporada, no Japão.

O terceiro lugar não foi suficiente, uma vez que Mika Häkkinen subiu ao lugar mais alto do pódio. Acabou por ser o finlandês a vencer mais um título mundial.

Dia de Itália no Qatar

Este fim de semana ficou também marcado pelo regresso do Mundial de Moto GP. O bicampeão do mundo Marc Márquez pode ser o alvo a abater mas quem brilhou em Losail foram os italianos.

Valentino Rossi mostrou que quem sabe, não esquece e garantiu o 83º triunfo na categoria rainha do motociclismo com uma prestação memorável.

A corrida começou com um erro de Márquez logo na primeira curva que condicionou toda a sua prova. Fez uma grande corrida, é certo, mas sempre bem distante da luta pela vitória.

Essa ficou reservada a Dovizioso, Lorenzo, Rossi e Iannonne. Os quatro primeiros classificados estiveram em grande nível, com ultrapassagens constantes.

Mais atrás, o melhor que Márquez conseguiu foi chegar ao quinto posto, depois de ultrapassar o companheiro de equipa, Dani Pedrosa.

Nas últimas voltas a luta pela vitória resumiu-se a Dovizioso e Rossi e a maior experiência de Il Dottore veio ao de cima. A duas voltas do fim assumiu o comando para não mais o largar. Andrea Iannonne completou um pódio cem por cento italiano.

Na Moto três, Miguel Oliveira caiu na primeira curva e apesar da boa recuperação, não foi além do 16º posto.

Sair do Qatar com um sorriso é a unica coisa que posso fazer. Cair e recuperar 10 segundos para o primeiro podera deixar…

Posted by Miguel Oliveira#44 Oficial Page on Sunday, 29 March 2015