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Boxe por equipas e a pancada mais explosiva do desporto mundial

O desporto a sério tem sempre lugar no Sports United. Nem todas as modalidades proporcionam negócios milionários mas nem por isso deixam de dar

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Boxe por equipas e a pancada mais explosiva do desporto mundial

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O desporto a sério tem sempre lugar no Sports United. Nem todas as modalidades proporcionam negócios milionários mas nem por isso deixam de dar espetáculo. Squash e Badminton têm dificuldades até para conseguir destaque nos desportos de raquetes mas são as estrelas da semana neste espaço.

A Série Mundial de squash reúne a elite mundial da modalidade em oito etapas repletas de emoção. A última teve lugar em El Gouna, no Egipto.

O regresso à competição do homem da casa Ramy Ashour parecia saído de um conto de fadas mas será que teve um final feliz?

O egípcio competiu pela primeira vez desde que se sagrou campeão do mundo, em novembro. Então tinha derrotado o compatriota Mohamed Elshorbagy na final. Em El Gouna, voltou a defrontar o líder do ranking mundial no encontro decisivo, um duelo que também só ficou resolvido ao fim de cinco sets.

Ashour entrou melhor e conquistou os dois sets iniciais mas permitiu a recuperação. No quarto parcial desperdiçou mesmo vários pontos de encontro mas estava escrito que o duelo só seria decidido na negra.

Os dois rivais deram tudo por tudo no set decisivo e uma vez mais foi Ashour a levar a melhor. Após 94 minutos bastante intensos, o campeão do mundo venceu por 11-9,11-6, 4-11, 10-12 e 21-10 num regresso perfeito à competição.

O mundo do boxe por equipas

Dezasseis equipas provenientes dos quatro cantos do planeta discutem o título na Série Mundial de boxe. Uma competição onde todos lutam contra todos, cada um na sua categoria de peso, claro está, e onde o resultado coletivo é o mais importante.

Joe Joyce entrou em ringue disposto a garantir a sexta vitória em seis combates para os British Lionhearts nos pesos pesados mas não encontrou argumentos para fazer face a Maxim Babanin, da Russian Boxing Team.

O combate até parecia desequilibrado mas o russo acabou por protagonizar a surpresa da ronda em Londres. Mesmo com alguns quilos a mais e sem a elegância dos grandes pugilistas mundiais, Babanin fez o suficiente para vencer o combate por pontos.

Somadas as várias categorias de peso, a equipa russa levou de vencida os British Lionharts por 4-1.

A derrota teve um sabor duplamente amargo para Joyce, uma vez que a qualificação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, reservada para o melhor pugilista de cada categoria, deixou de estar nas suas mãos.

Nova Zelândia mais forte que os vizinhos no hóquei

A 24ª edição da Taça do Sultão Azlan Shah, na Malásia, contou com a participação de seis das melhores equipas mundiais de hóquei em campo.

A final foi discutida entre as duas equipas que têm dominado as últimas edições da competição, Austrália e Nova Zelândia.

Começaram melhor os neozelandeses, que se colocaram em vantagem logo aos 5 minutos com um golo de Andy Hayward. Com um pouco de sorte à mistura, a Austrália, líder do ranking mundial, chegou à igualdade, mas a 29 segundos do fim do tempo regulamentar, Hayward voltou a marcar, novamente na conversão de um canto curto.

No entanto isso não quer dizer que o vencedor estivesse encontrado, até porque a Austrália ainda teve tempo de restabelecer novamente o empate por Mark Knowles, na marcação de uma grande penalidade.

No desempate, os australianos não estiveram tão certeiros. Daniel Beale falhou a sua tentativa… por duas vezes. Eddie Ockenden e Aran Zalewski também desperdiçaram as suas oportunidades.

Venceu a Nova Zelândia por 3-1, repetindo o triunfo de 2012 no torneio malaio.

A pancada mais potente do desporto mundial

O badminton é o desporto de raquetes mais rápido que existe, além de ser uma excelente forma para tonificar braços e nádegas para o verão que se avizinha.

Esta semana desvendamos os segredos da pancada mais poderosa, o smash de direita, uma arma indispensável no arsenal dos praticantes.

Com a ajuda da Academia de Badminton da Escola de desporto de Singapura vamos analisar a pancada mais explosiva do desporto e que quando é bem executada, praticamente não tem defesa.

Durante a execução, a raquete atinge uma velocidade de 25 metros por segundo, o equivalente do animal terrestre mais rápido, a chita.

Impressionante, mas não tanto como o que se segue. O contacto entre o volante e as cordas não dura mais que quatro milissegundos, suficiente para a pena ser projetada a 76 metros por segundo.

O recorde do mundo está atualmente estabelecido em 493 km/h.

Para treinar o smash é preciso trabalhar braços, ombros e músculos peitorais. O flexor do pulso, o compartimento posterior do antebraço, bíceps, tríceps e deltoides trabalham todos em equipa para conseguir um smash mortífero.