This content is not available in your region

Burundi a ferver por causa da recandidatura do Presidente Nkurunziza

Access to the comments Comentários
De  Francisco Marques  com Lusa, Reuters, Bujanews
Burundi a ferver por causa da recandidatura do Presidente Nkurunziza

<p>A situação no Burundi continua a agravar-se depois da decisão anunciada sábado pelo atual presidente Pierre Nkutunziza de pretender recandidatar-se para um terceiro mandato à frente do país. A oposição acusa-o de estar a ir contra a Constituição.</p> <p>Centenas de pessoas foram mesmo para as ruas protestar contra a decisão do atual Presidente. As manifestações começaram no domingo e continuam. A polícia interveio, foram levantadas barricadas pelos manifestantes e o som de tiros são uma constante, desconhecendo, para já, se há munições reais a ser utilizadas. Algumas organizações humanitárias garantem que mais de 20 mil pessoas já fugiram do país.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p>Almost 21,000 <a href="https://twitter.com/hashtag/Burundi?src=hash">#Burundi</a>'ans have fled to <a href="https://twitter.com/hashtag/Rwanda?src=hash">#Rwanda</a> this month fearing electoral violence <a href="http://t.co/JsE66i9U2N">http://t.co/JsE66i9U2N</a> via <a href="https://twitter.com/Refugees"><code>Refugees</a></p>&mdash; UNOCHA (</code>UNOCHA) <a href="https://twitter.com/UNOCHA/status/593084596738248704">28 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p> Com a experiência do sucedido durante a guerra civil no Burundi, entre 1993 e 2006, organizações humanitárias receiam que estes confrontos possam degenerar num conflito étnico entre “hutis” e “tutsis”, há imagem do que aconteceu há 20 anos, no vizinho Ruanda. <p>Agathon Rwasa, líder do <span class="caps">FNN</span>, o principal partido da oposição, pede respeito pela Constituição. “O direito de se protestar e de se manifestar é reconhecido pela Constituição. Os que se estão a manifestar, estão a protestar contra a aniquilação da Constituição ocorrida no último sábado pelo próprio presidente Nkurunziza e o seu partido. Nós não podemos aceitar que este país seja governado pelos desejos e a vontade do <span class="caps">CNDD</span>-<span class="caps">FDD</span>”, avisou Rwasa.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p>Burundi president sticks to third term bid despite protests <a href="http://t.co/KcmWmwxyqX">http://t.co/KcmWmwxyqX</a> <a href="http://t.co/GjuGgoWOsl">pic.twitter.com/GjuGgoWOsl</a></p>— Agence France-Presse (@AFP) <a href="https://twitter.com/AFP/status/593058101382676482">28 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p> No poder desde 2005, Pierre Nkurunziza, foi designado no sábado candidato do <span class="caps">CNDD</span>-<span class="caps">FDD</span> para as presidências de 26 de junho. Para a oposição, a decisão viola a Constituição do Burundi, votada em referendo em 2005 e que apenas permite a cada Presidente ser eleito para um mandato de cinco anos renovável uma única vez. <p>A oposição salienta que a decisão viola ainda os denominados “Acordos de Arusha para a Paz e a Reconciliação no Burundí”, acordados há 15 anos e ratificados em 2003, enquanto Acordo Global de Cessar-fogo.</p> <p>O partido no poder discorda e lembra que o primeiro mandato de Nkurunziza foi por nomeação e não eleição, por isso não conta.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt" align="center"><p><a href="https://twitter.com/hashtag/Rwanda?src=hash">#Rwanda</a>: 5,000 <a href="https://twitter.com/hashtag/Burundi?src=hash">#Burundi</a> refugees – mainly women & children arrive in just 2 days <a href="http://t.co/Q8q1IyAksQ">http://t.co/Q8q1IyAksQ</a> <a href="http://t.co/G71nxk9NFY">pic.twitter.com/G71nxk9NFY</a></p>— UN Refugee Agency (@Refugees) <a href="https://twitter.com/Refugees/status/593052378863116289">28 abril 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>