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Grécia: A incerteza do futuro

Em Atenas, o Banco Nacional grego localizado na praça Syntagma, abriu as portas no primeiro dia de racionamento monetário na Grécia, mas apenas para

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Grécia: A incerteza do futuro

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Em Atenas, o Banco Nacional grego localizado na praça Syntagma, abriu as portas no primeiro dia de racionamento monetário na Grécia, mas apenas para a caixa multibanco.

Os levantamentos estão limitados a 60 euros por dia, uma medida que pretende evitar a fuga de capitais numa altura de grande tensão sobre o futuro do país.

“Eles não podem ficar com o meu dinheiro. Hoje tinha de levantar a minha reforma. Como vou eu fazer as compras. As coisas não são de graça. Como vou comprar o que preciso?”, perguntou uma reformada.

“Acho que as pessoas estão com demasiado medo. Esta situação vai durar apenas uns dias, mas depois tudo vai correr bem. Não há razão para as filas nas bombas de gasolina e nos supermercados. Estivemos no supermercado e há pessoas a comprar como se houvesse guerra”, disse outra mulher.

A decisão do Governo em encerrar os bancos não provocou no imediato reações de pânico, ou protestos generalizados, contudo os receios são evidentes.

Segundo a agência Reuters, uma fonte ligada ao governo disse que a Grécia não irá pagar ao FMI a “tranche” de 1,6 mil milhões de euros, que se vence esta terça-feira.

“Muitas coisas dependem da capacidade das empresas para pagar os salários dos trabalhadores.
Esperamos que haja acordo porque as coisas estão muito feias”, afirmou um habitante de Atenas.

“A verdade é que os credores querem estrangular-nos. E pressionam-nos muito. A questão é quanto tempo vamos aguentar”, disse um reformado.

O Governo grego já deu a conhecer o texto que constará nos boletins do referendo, em que a opção “não” aparece em primeiro lugar.

“Os gregos têm de decidir o futuro do seu país num ambiente de grande incerteza. Até agora não existe tensão. O Governo insistiu que há reservas de combustível suficientes, mas algumas pessoas estão preocupadas e fazem filas para se abastecerem”, sublinhou Michalis Arampatzoglou, da Euronews, em Atenas.