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Israel levanta restrições de acesso de palestinianos ao Monte do Templo

Israel decidiu levantar a partir desta quarta-feira as restrições de acesso de palestinianos à Esplanada das Mesquitas, no Monte do Templo, em

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Israel levanta restrições de acesso de palestinianos ao Monte do Templo

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Israel decidiu levantar a partir desta quarta-feira as restrições de acesso de palestinianos à Esplanada das Mesquitas, no Monte do Templo, em Jerusalém. Desde a semana passada que as autoridades israelitas passaram a proibir o acesso à mesquita de al-Aqsa, o terceiro local sagrado do Islão, de palestinianos menores de 50 anos e mulheres.

As autoridades israelitas alegaram questões de segurança, baseadas nos confrontos que ali se haviam registado durante a semana anterior. A restrição, porém, agravou a revolta e os confrontos alastraram, provocando mortos de parte a parte, incluindo o assassinato a sangue frio de um casal de judeus em frente dos 4 filhos menores.

Os confrontos entre palestinianos e as forças de segurança israelitas, no entanto, prolongaram-se por esta terça-feira, mas nas Cisjordânia, nomeadamente em Qalandia, uma vila palestiniana entre Jerusalém e Ramallah, e no distrito de Belém, onde um rapaz de 13 anos foi assassinado segunda-feira alegadamente por militares israelitas.

De visita a um quartel das Forças de Segurança de Israe (IDF) de Samaris, na Cisjordânia, o primeiro-ministro israelita defendeu as medidas de segurança aplicadas.

“Estamos a recorrer a medidas de segurança adicionais. As autoridades têm instruções claras para agir contra qualquer perigo de vida, deles próprios ou de pessoas inocentes”, afirmou Benjamin Netanyahu, explicando ainda as restrições implementadas na Esplanada das Mesquitas de Jerusalém com a referência uma aldeia síria património da UNESCO, que está a ser destruída pelo grupo Estado Islâmico: “Somos os garantes dos locais sagrados do Islão. Nós somos a razão pela qual os locais sagrados do Islão, ou os do Cristianismo e do judaísmo, não se pareçam com Palmira.”

Em Rammalah, entretanto, Mahmmud Abbas reuniu-se com o Comité executivo da Organização de Libertação da Palestina (OLP). Após uma oração pelo rapaz de 13 anos que morreu segunda-feira, o Presidente da Autoridade palestiniana apelou à paz.

“Israel tem de parar a agressão e contribuir para a paz. Nós queremos encontrar uma solução política através de métodos pacíficos. Não por outro tipo de métodos”, afirmou Abbas, garantindo ter solicitado o mesmo esforço pela paz aos vários grupos palestinianos, mas avisando que tal não significa que os palestinianos deixem de se defender.

O responsável palestiniano afirmou ter apelado a Israel para suspender a construção de mais colonatos e que liberte os cerca de 30 prisioneiros que terão sido acordados entre as partes. “Dessa forma, nós vamos estar recetivos a negociar e prontos para discutir os tratados assinados que têm sido tremendamente violados deste os acordos de Oslo”, garantiu o presidente da Autoridade Palestiniana.


O mais recente balanço de vítimas dos confrontos desta terça-feira, avançado pela WAFA, a agência de notícias da Palestina, aponta para dezenas de palestinianos feridos por disparos de munições reais e sufocados pelo gás lacrimogéneo usado pelas forças de segurança israelitas.

O Crescente Vermelho palestiniano, citado pela WAFA, registou 37 feridos nos confrontos em Beit El e Qalandia. Nas últimas duas semanas, conclui a agência de notícias, pelo menos “7 jovens palestinianos terão sido mortos pelas forças militares israelitas” nos confrontos que alastraram de Jerusalém à Cisjordânia.

As IDF, por seu lado, reportaram três soldados feridos um bebé de ano e meio, no decorrer dos confrontos com manifestantes palestinianos.