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Blatter diz que pagamento a Platini foi um "acordo de cavalheiros"

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Blatter diz que pagamento a Platini foi um "acordo de cavalheiros"

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Um “acordo de cavalheiros”: É assim que o ainda presidente da FIFA Joseph Blatter chama ao contrato que teve com o representante máximo da UEFA, Michel Platini, que levou ao pagamento de cerca de dois milhões de euros.

Os dois homens estão sob investigação por parte da justiça suíça e foram ambos suspensos das funções por 90 dias.

Sim, tive um contrato com Michel Platini. Foi um acordo de cavalheiros (...) Não posso revelar pormenores, porque está tudo a ser investigado.

Blatter quer ser ele a presidir ao congresso da FIFA que vai designar o sucessor, uma corrida para a qual Platini é favorito: “Sim, tive um contrato com Michel Platini. Foi um acordo de cavalheiros que foi implementado. Não posso revelar pormenores, porque está tudo a ser investigado por dois comités. Mas foi tudo legal. Respeitámos sempre a lei. A suspensão vai ser levantada, mas até lá está tudo a ser investigado”, disse num programa de televisão.

Blatter deixou a presidência da FIFA ao fim de muitas pressões, depois da detenção de vários dirigentes suspeitos de corrupção, relativamente à atribuição dos mundiais de 2018 à Rússia e de 2022 ao Qatar.

Mas há outra bomba que pode rebentar nas mãos de Blatter, esta relativa a um pagamento de quase 7 milhões de euros feito pelo comité organizador do Mundial de 2006, na Alemanha. Este pagamento, que pode ter servido para “comprar” o Mundial, está a ser investigado pela Federação Alemã de Futebol. O mundial foi atribuído à Alemanha em 2000. Franz Beckenbauer era o rosto da candidatura e presidiu também ao comité organizador.