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Venezuela: Líder da oposição foi detido no aeroporto e está em prisão preventiva

Manuel Rosales, o antigo presidente da Câmara de Maracaibo e ex-candidato presidencial derrotado por Hugo Chavez em 2006, foi detido quinta-feira

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Venezuela: Líder da oposição foi detido no aeroporto e está em prisão preventiva

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Manuel Rosales, o antigo presidente da Câmara de Maracaibo e ex-candidato presidencial derrotado por Hugo Chavez em 2006, foi detido quinta-feira logo após pisar a Venezuela. Presente a tribunal esta sexta-feira à noite, em Caracas, o fundador do Partido Um Novo Tempo foi colocado em prisão preventiva pelo Ministério Público venezuelano.

Rosales passou 6 anos exilado no Peru depois de ter sido acusado de enriquecimento ilícito a 11 de dezembro de 2008 pela comissão de delito, na sequência de uma denúncia apresentada a 19 de julho de 2007 pela Controladoria-Geral da República venezuelana.

A acusação partiu de uma alegada investigação efetuada entre 2002 e 2004 à declaração de património do então Governador do Estado de Zulia. A denúncia alegava que Rosales havia registado fundos que não pôde justificar ao controlador. Chegou a ser procurado pela Interpol, por requesição da Venzuela, mas acabou por ser alegadamente considerado pela Organização Internacional de Polícia Criminal como “um caso político.”

O atual Presidente do Novo Tempo mostrou-se animado pelo regresso de Rosales à Venezuela, garantindo ser um sinal de “esperança” para o país, a pouco mais de um mês das eleições parlamentares. Enrique Marquez está convicto da inocência de Rosales e garante que os advogados de defesa têm provas que suportam a nulidade do processo.

Com uma audiência preliminar marcada para 12 de novembro, o fundador do Novo Tempo tem 5 dias para contestar as acusações.

Manuel Rosales, de 63 anos, foi detido quinta-feira, no aeroporto de Maracaibo, onde chegou proveniente de Aruba, nas Caraíbas, na companhia dos advogados. O antigo Governador de Zulia e ex-presidente da Câmara de Marcaibo anunciou há cerca de uma semana o regresso à Venezuela com o objetivo de impulsionar a vitória da oposição nas eleições de 6 de dezembro.