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Seul e Tóquio tentam pôr fim a diferendo sobre "mulheres de conforto"

A Coreia do Sul e o Japão ensaiam um gesto de reconciliação depois da reunião dos líderes dos dois países, esta segunda-feira em Seul, a primeira em

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Seul e Tóquio tentam pôr fim a diferendo sobre "mulheres de conforto"

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A Coreia do Sul e o Japão ensaiam um gesto de reconciliação depois da reunião dos líderes dos dois países, esta segunda-feira em Seul, a primeira em mais de quatro anos.

Um encontro marcado pelos diferendos que opõem as duas nações, da questão das chamadas “mulheres de conforto”, à disputa territorial dos ilhéus do mar do Japão.

Park-Geun-hye e Shinzo Abe comprometeram-se a virar a página do passado, quando partilham os mesmos receios relativamente à China.

“Sobre o tema das ‘mulheres de conforto, penso que não devíamos deixar que este tema permaneça um obstáculo, quer para as próximas gerações, quer para a cooperação futura entre os nossos países”, afirmou o primeiro-ministro japonês.

A prostituição forçada de dezenas de milhares de mulheres pelo exército japonês durante a segunda guerra mundial continua a dividir os dois países, mesmo após o restabelecimento das relações diplomáticas em 1965.

Tóquio tinha reconhecido a sua responsabilidade no tema em 1993, rejeitando no entanto pagar indemnizações às vítmas com fundos públicos.

A presidente sul-coreana tinha até hoje rejeitado reunir-se com o seu homólogo japonês, enquanto não fosse resolvida a questão.

A económica foi também um dos pontos da reunião de cerca de 1h40 entre os dois responsáveis, quando o comércio bilateral regista uma queda (-14% em 2014), em favor, no caso de Seul, de um aumento das relações com a China (+17% de trocas comerciais desde 1992).