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Ataques de Paris: "Temos de resistir. Não nos podemos deixar vergar"

Pouco mais de 10 meses depois do ataque ao Charlie Hebdo e a um supermercado judaico, Paris voltou a despertar este sábado após nova noite trágica

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Ataques de Paris: "Temos de resistir. Não nos podemos deixar vergar"

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Pouco mais de 10 meses depois do ataque ao Charlie Hebdo e a um supermercado judaico, Paris voltou a despertar este sábado após nova noite trágica devido a atos de terrorismo. Pela primeira vez, a França foi alvo de atentados suicidas. Seis ataques foram registados no centro da capital francesa. Mais de 120 pessoas morreram e há quase 200 feridos, cerca de uma centena em estado grave.

Várias pessoas deslocaram-se pela manhã aos locais dos ataques para homenagear as vítimas. “Sinto força e determinação. Temos de resistir. Não nos podemos deixar vergar. Temos de ser firmes e continuar com as nossas vidas. Normalmente”, defendeu uma idosa. Um homem mais novo confessou sentir-se “vazio”: “Tinha de vir depois de ter ouvido falar disto toda a noite. Precisava perceber, por mim, o que se passou. É uma tragédia. Jamais tinha visto algo assim na minha vida. Penso que é o pior atentado ocorrido em Paris… ou em França. Pelo menos desde que nasci há 28 anos. Parece-me um sinal de uma vida difícil para o mundo todo. Vamos ser afetados por toda a nossa vida. Não há forma de parar isto. É medonho.”

Um outro homem disse ter ficado a sentir-se “muito mal” pelo que aconteceu. “Não é justo. Nem tenho palavras para exprimir a minha dor. Um ato terrorista como este não permite a um país progredir. Nem às religiões. Isto não defende nenhuma religião nem a humanidade. Foi apenas um ato bárbaro”, acusou.

Seis ataques foram registados no centro de Paris, com recurso a armas automáticas e cintos com explosivos. Todos os oito terroristas, que se presume terem conduzido os ataques, foram mortos, 7 deles, por suicídio ao acionarem os cintos com explosivos que carregavam. Pelo menos um português, de 63 anos morreu, vitima do ataque junto ao Estádio de França, em Saint Denis.

É possível que haja mais cidadãos portugueses entre os mais de 120 mortos porque a França está a identificar como franceses todos os que detém dupla nacionalidade.