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Marcel Hirscher imbatível e Eva-Maria Brem vencedora

Ainda não há muita neve nos Alpes, mas a suficiente para organizar provas de esqui alpino. Em Courchevel, por exemplo, onde se registou a vitória em

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Marcel Hirscher imbatível e Eva-Maria Brem vencedora

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Ainda não há muita neve nos Alpes, mas a suficiente para organizar provas de esqui alpino. Em Courchevel, por exemplo, onde se registou a vitória em slalom gigante de Eva-Maria Brem e uma notável performance de Lara Gut.

Segundo sucesso na Taça do Mundo para Eva-Maria Brem, pouco mais de um ano depois de abrir a sua conta pessoal em Aspen.

Desde então, a austríaca tem multiplicado os lugares de honra, como em Aspen no final de novembro ou em Are no último fim de semana.

Desta vez, ela assumiu a liderança logo no início e não cometeu erros em Emile Allai

Por 72 centésimos de segundo bate a norueguesa Nina Loeseth e a suíça Lara Gut fica perto de conseguir o hat-trick ..

Eva-Maria Brem está na liderança da geral à frente de Lindsey Vonn.

A norte-americana não vai ficar com boas recordações deste fim de semana em França. Teve de se contentar com o décimo terceiro lugar no slalom gigante.

Um fenómeno chamado Marcel Hirscher

Os fins de semana seguem-se e Marcel Hisrcher já soma quatro vitórias desde o início de dezembro. Este domingo, o austríaco venceu o slalom gigante de Alta Badia na famosa pista “Gran Risa”.

Com uma inclinação que em alguns pontos é superior a 50%, a “Gran Risa” coloca problemas a todos os esquiadores.

A todos menos Marcel Hirscher que pelo terceiro ano consecutivo sai de lá vitorioso. E, depois de Beaver Creek e Val d’Isere, soma assim a terceira vitória consecutiva em slalom gigante

Com uma incrível regularidade, desde Janeiro de 2013 que Marcel Hirscher não termina fora do Top 10 da disciplina.

Com a 35ª vitória na carreira, assume o comando da Taça do Mundo.

19 centésimos de segundo, foi o que afastou o norueguês Henrik Kristoffersen do sucesso.

Para registo, o fato de, na segunda descida, o jovem Kristofferson ter feito exatamente o mesmo tempo que Marcel Hirscher.

Com o dorsal número 1, o francês Victor Muffat-Jeandet, que estabeleceu o melhor tempo na parte da manhã, ficou em terceiro lugar. E afastou do pódio Ted Ligety, campeão olímpico e triplo campeão do mundo.

Desvendar o segredo do sucesso norueguês

Kristoffersen terminou em segundo lugar no gigante de Alta Badia, Svindal e Jansrud foram primeiro e terceiro no downhill de Val Gardena. Os “Vikings” no circuito não são muitos mas conseguem resultados excecionais.

O ex-campeão olímpico Franck Piccard explica o porquê: “O segredo dos noruegueses, é o prepararem-se em toda a dimensão do esqui. Eles não olham para o esqui apenas através de um prisma: velocidade, trajetória ou técnica. Para eles é um todo, e vemos esquiadores capazes de brilhar em todas as disciplinas. Além disso, eles são viciados em trabalho. Eles são capazes de fazer treinos muito intensos. Todos os esquiadores que vemos no circuito seguem praticamente o mesmo modelo. Kjus e Aamodt, Svindal e Jansrud, eles são todos muito trabalhadores, e podem de dominar quatro disciplinas.”

Momentos históricos do esqui

Vamos voltar 40 anos atrás, para reviver a incrível final da Taça do Mundo de 1975. Antes da última prova, discutida em slalom paralelo em Val Gardena, três homens tinham exatamente o mesmo número de pontos.

Antes de tudo, o campeão em título, o italiano Gustav Thöni com o dorsal número 1, depois o jovem prodígio sueco Ingemar Stenmark, e, finalmente, o austriaco Franz Klammer, intocável no downhill, mas incapaz para competir com os melhores nas provas técnicas. Rapidamente eliminado, é como espectador que assiste à final que só se vai decidir nos metros finais. Quase em cima da linha de meta, Ingemar Stenmark comete um erro, e deixa Gustav Thöni arrecadar o seu quarto globo de cristal em cinco anos!