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O que se sabe sobre o vírus Zika

Os alertas da Organização Mundial de Saúde (OMS) vão-se sucedendo: a 25 de janeiro, anunciava-se que o vírus deveria atingir todo o continente

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O que se sabe sobre o vírus Zika

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Os alertas da Organização Mundial de Saúde (OMS) vão-se sucedendo: a 25 de janeiro, anunciava-se que o vírus deveria atingir todo o continente americano, chamando a atenção para as regiões onde os mosquitos Aedes aegypti são endémicos; três dias mais tarde, estimava-se que o número de pessoas afetadas pode ascender a 4 milhões. O Brasil é considerado o foco principal numa propagação apelidada de explosiva.

Países onde a doença foi declarada

Foram, até ao momento, registados casos no Brasil, Cabo Verde, Colômbia, El Salvador, Ilhas Fiji, Guatemala, México, Nova Caledónia, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Samoa, Ilhas Salomão, Suriname, Vanuatu, Venezuela, Martinica, Guiana Francesa, Honduras, Itália, Reino Unido, Dinamarca e Portugal.

Mecanismo de transmissão

O vírus Zika foi identificado pela primeira vez no Uganda, em 1947, e até 2014 não se conheciam casos nas Américas. A transmissão ocorre através da picada de mosquitos infetados, não entre seres humanos. Os sintomas são relativamente ligeiros e podem expressar-se através de erupções cutâneas, febre, conjuntivite, dores musculares e nas articulações, ao longo de um período até sete dias. É pouco comum que as pessoas infetadas necessitem de tratamento hospitalar.

Segundo a Direção-Geral de Saúde portuguesa, “podem ainda ocorrer dores nos olhos e sintomas gastrointestinais. Há suspeitas (ainda não inteiramente comprovadas) de que a doença possa provocar alterações fetais durante a gravidez, em particular microcefalia.”

As recomendações da OMS

A prevenção baseia-se na redução de possíveis locais de reprodução dos mosquitos e em evitar o contacto entre estes e os seres humanos. Deve ser reduzido o número de habitats naturais e artificiais com água, onde as larvas se desenvolvem, diminuindo populações de mosquitos adultos em torno de comunidades em risco. São igualmente recomendadas medidas de proteção tais como repelentes, manter portas e janelas fechadas, e vestir roupas de mangas compridas, evitando calções.

Todas as pessoas que viajem para zonas de risco devem tomar precauções básicas para se protegerem de eventuais picadas. No início de janeiro, o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos EUA alertou as mulheres grávidas para que evitassem viajar para os territórios da América Latina e Caraíbas afetados pelo vírus.

World Health Organisation (WHO), Pan American Health Organisation (PAHO), Centers for Disease and Control Prevention (CDC), Colombian Ministry of Health, US Navy and Marine Corps Public Health Center (NMCPHC)