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O novo videoclipe das Pussy Riot contra a corrupção na Rússia

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O novo videoclipe das Pussy Riot contra a corrupção na Rússia

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As Pussy Riot estão de regresso com uma nova canção satírica. A letra de “Chaika” refere-se aos dois filhos do procurador-geral russo acusados de

As Pussy Riot estão de regresso com uma nova canção satírica. A letra de “Chaika” refere-se aos dois filhos do procurador-geral russo acusados de terem usado a posição do pai para enriquecerem.

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Não esperamos qualquer reação da parte do Kremlin. O governo decidiu não se pronunciar sobre o caso e mantém-se em silêncio desde dezembro, o mês em que o relatório de Navalny foi publicado.

O caso foi revelado em dezembro num relatório do líder da oposição russa Alexei Navalny, um milionário bloguista que não está filiado em qualquer partido.

“Não esperamos qualquer reação da parte do Kremlin. O governo decidiu não se pronunciar sobre o caso e mantém-se em silêncio desde dezembro, o mês em que o relatório de Navalny foi publicado. Nós e muita gente na Rússia apreciámos a resposta artística do procurador publicada no jornal “Kommersant” em reação ao relatório. Ele faz uma série de acusações loucas dizendo que o documento foi financiado pelo Bill Browder que é controlado pela CIA”, considerou Petr Verzilov, o marido da cantora Nadezhda Tolokonnikova.

“O tom da carta leva-nos a pensar que ela não foi escrita por uma pessoa do serviço de imprensa. Foi escrita pelo próprio Chaika porque é um texto muito emocional. Podemos ver que ele não consegue conter o entusiasmo ao responder às acusações de Navalny”, acrescentou o ativista de nacionalidade russa e canadiana.

O novo vídeo das Pussy Riot teve mais de um milhão de visualizações mas nem todos gostaram do que viram. Quase 21 mil pessoas clicaram no botão “gosto” enquanto 23 mil pessoas disseram “não gosto”.

As Pussy Riot tornaram-se célebres ao organizarem um concerto anti-Putin numa igreja ortodoxa russa. Três cantoras do grupo foram presas e condenadas a dois anos de prisão por “vandalismo motivado por ódio religioso”.